SÉRIE B III
Seu olhar atento
revelou vários talentos para o mundo da bolaCapítulo à parte na trajetória de Nereu
Pinheiro é o tão decantado `olhar clínico' para
garimpar novos talentos, seja em peladas de praia, ou no
interior do Ceará ou Paraíba. Muitas vezes, o treinador
está apenas passando no carro e fica olhando o jogo,
caso algum jogador o impressione. Foi dessa forma,
inclusive, que Chiquinho, atualmente no Sport, veio ao
mundo da bola.
No `exame' que faz no jogador, Nereu
procura características simples como um bom passe,
visão de jogo. O problema é que nas tradicionais
peneiras - partidas de quinze minutos a meia-hora em que
os garotos são observados - nem sempre há tempo hábil,
tanto para o jogador mostrar o que sabe, quanto para o
olheiro descobrir o talento. "Às vezes você presta
atenção em um jogador e esquece dos demais. O ideal é
que ele venha mais duas ou três vezes", acredita o
`olheiro'.
Foram essas características que ele
viu em Bosco, Adriano, Sandro, Lima, Gílton, Érlon,
Juninho, Dário e o supracitado Chiquinho. Isso sem
esquecer de alguns tricampeões pernambucanos de juniores
Rosivaldo, Lico, Fabiano e Neto, do Sport. Inclusive,
esses dois últimos recebem grandes elogios do treinador.
"Esse Fabiano é um craque. O Neto também é um
grande jogador", comenta.
No seu currículo também consta a
salvação de jogadores emergentes. Na sua primeira
`gestão' no Sport, Neco, Luís Carlos, Buíque e
Eusébio, todos estavam na lista de dispensas
rubro-negra. "Quando assumi, trouxe eles de
volta", conta. Quase 20 anos depois a história se
repete dessa vez no Santa Cruz. Marquinhos, Wellington,
Batata... Todos fadados ao ostracismo, agora ídolos da
massa tricolor.
IMPORTAÇÃO - Mesmo quando
está fora do Nordeste, ele não perde tempo e sempre vai
em busca de novos talentos. Do Ceará veio o zagueiro
Adriano. De Campina Grande, Dário. "Também fui
buscar Leonardo no Maranhão, logo depois que ele saiu do
Picos", relembra.
-----------------------------------------------------------------------