DIA D II
Ilha perde um
pouco da graça sem GaguinhoA Ilha do Retiro perde um de seus funcionários
mais conhecidos e eficientes. Com a morte de Djalma Dutra
da Silva, o popular Gaguinho, os bastidores do Sport
ficam um pouco mais sem graça. Espirituoso, o `xerife da
concentração' cultivou amizades de jogadores e
dirigentes pelos mais de 30 anos em que serviu ao clube.
Gaguinho (57 anos) morreu na noite de
quinta-feira, vítima de infarto fulminante, bem próximo
ao seu quarto, que ficava perto do departamento amador do
Sport. Foi sepultado sexta-feira, em São Caetano, sua
cidade natal, no Agreste pernambucano.
Além de tomar conta da concentração,
Gaguinho era uma espécie de faz-tudo. Cuidava do gramado
com bastante zelo, dava um jeitinho num alambrado
quebrado e ganhava um trocado vendendo carne-de-sol aos
amigos. Sempre se gabava: "É a melhor carne do
Brasil, porque é descansada no leite."
Sua morte foi bastante sentida pelos
jogadores, dirigentes e jornalistas que se divertiam com
suas brincadeiras. Aliás, ele não suportava boa parte
da imprensa. Não admitia uma só crítica aos seus
companheiros. Por brincadeira, andava com uma
faca-peixeira e dizia que era para cortar os
`boca-malditas'.
O meio-campista Chiquinho disse que
Gaguinho só aparentava ser carrancudo. "Ele sempre
tratava bem a gente. Era o primeiro a saber quem seria
dispensado dos juniores e passava gritando `lá vem a
maleta'. Era para os dispensados arrumarem a mala",
lembrou.
Outra perda rubro-negra esta semana foi
a do ex-atacante Jones. Ele morreu afogado, terça-feira,
no Paraná, enquanto pescava.
-----------------------------------------------------------------------