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JC NAS RUAS
Cláudia Lucena

Só reclamações

As gigantescas lombadas eletrônicas já despertam a ira dos motoristas. Transferiram para elas o ódio que sentiam das antigas, que também ainda dão muita dor de cabeça a quem dirige. Alguns andam reclamando que há poucas placas alertando que as ditas-cujas estão próximas. As que existem, dizem, são ‘tímidas’, muitas vezes ficam escondidas no mato. Os mais descuidados não conseguem enxergá-las e aí já era, é multa certa. Outros motoristas também estão xingando até a última geração do inventor dos equipamentos. Os que costumam passar os finais de semana em Itamaracá, por exemplo, sentem-se verdadeiros patetas no engarrafamento. E lamentam não existir na vida real o ‘superamendoim’ para que, pelo menos, pudessem se transformar em ‘Superpatetas’ e sobrevoar a lombada eletrônica da PE-35, em Itapissuma(e o DER que se cuide porque já tem político incomodado com as horas perdidas nos engarrafamentos dessa rodovia...). Mas todo esse drama, é claro, tem uma explicação: multas que variam de R$ 117,24 a R$ 527,58, fora os pontos negativos na carteira. Dinheiro que tem destino certo: por cada multa aplicada, R$ 34,98 vão para a empresa que fabricou o equipamento, 20% ficam com o Detran e o que sobra vai para o DER. Por tudo isso, os motoristas preferem se garantir: nada de passar dos 30 km/h, embora a tolerância seja de 37. Agora, no entanto, tem gente levantando uma questão muito mais séria: as lombadas funcionam 24 horas por dia. Portanto, durante a noite e madrugada, quem se arrisca a passar perto de uma?

Elas continuam nas ruas

Parar nos sinais de trânsito do Recife significa ser abordado por um monte de crianças, que vendem chicletes e limpam (ou melhor, sujam) os pára-brisas dos carros. Nem no Rio de Janeiro os menores incomodam tanto. Foto: Pedro Luiz.

Sofrimento

A Empresa Tamará está atrapalhando a vida dos alunos da Aeso, que reclamam dos horários do ônibus Jardim Brasil/Rio Doce. Dizem eles que os atrasos são tantos que, às vezes, chegam a levar falta na aula. Os estudantes já ligaram para EMTU, mas, até agora, de nada adiantou.

Mau negócio

Quem se desfaz de móveis velhos e os entrega a brechós da Rua da Conceição, na Boa Vista, nem desconfia de que está fazendo um mau negócio. Algumas lojas deixam as peças entregues ao mofo e às polias. Isso sem falar que nem sempre querem vender o móvel pelo preço combinado com o proprietário.

Um exemplo que deve ser seguido

Alunos da Escola Padre Osmar Novaes, em Paratibe, surpreenderam o Hospital de Câncer com o resultado da gincana que promoveram. Somente de latinhas, plásticos e papel encheram dois caminhões.

Prevenção contra Aids nas escolas

Até o dia 30, a Lever Igarassu, em parceria com a Secretaria de Educação daquele município, distribuirá para os professores 4 mil conjuntos de livros sobre doenças sexualmente transmissíveis e Aids.

Protesto

Moradores de Peixinhos fazem hoje uma caminhada de protesto contra o que chamam de ‘descaso’ da Prefeitura de Olinda para com o bairro de Peixinhos. Quem está por trás da manifestação é o presidente do PRTB olindense, Armando Sérgio. A passeata começa às 8h.

Neném

Senhoras da alta sociedade recifense mostram seus ‘dotes artísticos’ na VI Exposição de Mesas Natalinas, de amanhã à quarta-feira. Toda a renda do evento, no Espaço Dumaresq, em Boa Viagem, vai para o Lar do Neném. O ingresso custa R$ 10,00, com direito a participar de um bingo.

Solidariedade 1

Parte da residência do ceramista Betinho de Tracunhaém desabou, e o que resta ameaça ruir. O artista, que tem trabalhos conhecidos no exterior, construiu uma casa, onde funciona um ateliê improvisado. No entanto, por causa da obra, Betinho passa por dificuldades financeiras e está sem produzir.

Solidariedade 2

Betinho de Tracunhaém diz que o problema foi provocado, há cinco anos, por um esgoto que passa por baixo da residência. Até hoje, porém, a prefeitura do município nunca se responsabilizou pelos danos causados. Para quem tiver interesse em ajudar o telefone de Betinho é 646.1112.

 


Jornal do Commercio
Recife - 21.11.99
Domingo