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DOIS TOQUES
Lula Carlos

Muita conversa

Para início de conversa, nunca duvidei da seriedade de Zé Joaquim, de sua honestidade, e da dedicação que ele tem ao trabalho que faz na FPF. Só que ninguém é perfeito e ele comete, também, os seus deslizes. Foi o que eu disse no comentário da última quarta-feira, quando critiquei as fórmulas por ele apresentadas para o regulamento do campeonato do ano 2000.

Na tarde do mesmo dia, na Federação, Zé Joaquim soltol a macaca, entrou de dois pés em cima de mim. Não acreditei no informante, procurei outro, por sinal rubro-negro, amigo do Zé, e ele confirmou o aborrecimento injustificável do dirigente. Rebatí, ainda sem ofendê-lo, dentro do meu estilo. Ele não gostou, telefonou, ameaçou, tremí de medo, e terminamos a conversa num clima de gente civilizada.

Quem também telefonou foi Vulpiano Machado. Falou do trabalho sério de Zé Joaquim, que nunca contestei, e que se achava entristecido com o meu último comentário. Ora, amigos, eu apenas brinquei com o Zé, em nenhum momento o agredí, e seria injusto se fizessese isso. Dele sempre recebí, desde quando dirigente do Sport, uma atenção especial, de amigo, de consideração e de respeito.

Em sekguida, o papo foi com Carlos Alberto Oliveira. A tabela que ele fez com a filha Michele não foi no tempo de Zé Joaquim, e eu nunca disse isso. O presidente leu o comentário e não viu nenhuma afronta ao seu vice. Conversamos sobre assunto mais importante, o futebol pernambucano, e ele está confiante num grande campeonato. Só depende do patrocínio que ainda não tem.

Conseguindo, Náutico e Santa Cruz estarão numa boa, com uma ajuda de 160 mil reais por mês, durante cinco meses, e mais o auxílio do governo. O Sport em situação melhor com o dinheirão que recebe da Televisão. Tudo isso só dependedo patrocínio que Carlos Alberto está buscando, na esperança de encontrar. Tomara que encontre.

lulac@jc.com.br


Jornal do Commercio
Recife - 21.11.99
Domingo