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Regina Pitoscia

Bovespa tem alta de 2,18%

A Bolsa paulista fechou ontem em alta de 2,18%, movimentando o impressionante volume de R$ 3,478 bilhões. Desse valor, R$ 1,920 bilhão correspondeu ao exercício de opções. Mesmo descontado esse valor, o mercado à vista movimentou R$ 1,437 bilhão, mostrando o apetite do investidor pelas bolsas.

Segundo o operador-chefe de Renda Variável do Lloyds Bank, Pedro Thomazoni, os fundos de ações e as carteiras administradas de grandes investidores pessoas físicas entraram pesado na ponta de compra. Com essa alta, o IBovespa passou a acumular valorização de 9,67% no mês e de 122,73% no ano. O IBovespa fechou a 15.110 pontos, em nível recorde.

Thomazoni explica que, em dia de exercício de opções, é normal que haja um aumento do volume negociado no mercado à vista. Os investidores que exerceram a opção acabam desovando parte dos papéis, para embolsar lucros. Esse movimento ocorreu ontem, mas o que impressionou foi a forte entrada de recursos por meio dos fundos de ações.

Os investidores estão buscando melhor rentabilidade nas bolsas, porque o rendimento da renda fixa tem ficado abaixo da média dos últimos anos. Ele diz que o mercado vive um momento de euforia. Os analistas esperam que a economia retome a trajetória de crescimento no ano que vem, o que é positivo para as empresas. Além disso, a expectativa é de que inflação vai acomodar-se nos próximos meses, permitindo que o BC volte a derrubar os juros.

Thomazoni também afirma que o mercado aposta que o Brasil vai continuar cumprindo as metas fiscais acertadas com o FMI. E muitos analistas acreditam que, depois da virada do ano, o investidor estrangeiro voltará com força para o mercado brasileiro, em busca de retornos mais interessantes.

Hoje, a atenção do mercado está voltada para a reunião do Fed, o banco central norte-americano. Os analistas apostam na manutenção dos juros. Um dos destaques do pregão foi a alta de 18,84% de Globo Cabo PN. A ação continua favorecida pela demanda por ações ligadas à Internet. No mês, o papel acumula alta de 78%.

O dólar fechou a R$ 1,812, em alta de 0,22%.

TENDÊNCIAS – Taxa efetiva projetada pelos contratos futuros de juro para o mês manteve-se em 1,59%; para janeiro, caiu de 1,49% para 1,48%; para fevereiro, de 1,57% para 1,52%; para março, de 1,57% para 1,55%, e para abril, de 1,46% para 1,45%.

Contratos futuros de dólar, em relação à cotação à vista do comercial, de R$ 1,812, projetam alta de preço de 0,41%, para R$ 1,819, até 30/12; e de 1,18%, para R$ 1,833, até 31/1/2000.

Contratos de Índice Bovespa (IBovespa) sugerem valorização de 2,45%, para 15.665 pontos, até o vencimento em 16 de fevereiro.

Dólar
O dólar comercial fechou ontem em alta de 0,22%, cotado a R$ 1,81 para a compra e R$ 1,812 para a venda. A moeda norte-americana oscilou sem definir tendência, num dia marcado por poucos negócios. O dólar paralelo recuou 1,37%, fechando cotado a R$ 1,897 para a compra e por R$ 1,94 para a venda.

Ouro
O ouro movimentado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fechou o pregão cotado a R$ 16,85 o grama, em alta de 0,60%. O volume negociado foi de 121 kg. No mercado de Nova York, na Commodity Exchange (Comex), a onça-troy (31,104 gramas) de ouro foi cotada a US$ 283,90 nos contratos para liquidação em dezembro.

Renda Fixa
Os CDBs pagaram para grandes quantias 19,83% ao ano, ou 1,52% bruto ao mês e 1,22% líquido. Para quem aplicou R$ 5 mil, o rendimento foi de, em média, 15,85% ao ano, ou 1,23% bruto ao mês e 0,99% líquido.9% líquido. O investidor que aplicou R$ 30 mil recebeu 17,07% ao ano.


Jornal do Commercio
Recife - 21.12.99
Terça-feira