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DENÚNCIA Idosos morrem depois de tomar vacina em Cabrobó CABROBÓ - Dois idosos, moradores da cidade e zona rural deste município, morreram poucos dias depois de terem sido vacinados contra gripe, difteria e tétano, dentro da campanha nacional de vacinação deflagrada pelo Governo Federal. Os familiares de um deles, Raimundo Amaro Rodrigues, 91 anos, falecido na noite do último sábado, no Hospital Regional de Cabrobó, acusam a vacinação de ter antecipado a morte do aposentado. A neta da vítima, a veterinária Maria Auxiliadora Torres, 35, disse que oito dias antes de seu avô falecer, ele havia tomado por conta própria a dose da vacina. "Quando chegou em casa contou que sequer sentiu dores", comentou Auxiliadora. No dia seguinte, o aposentado, que sofria da próstata, começou a ficar com a visão turva e um dos braços trêmulo. Foi internado e depois de receber alta continuou reclamando de dores no corpo. "Apesar da idade, ele tinha disposição, acho que a dose antecipou o fim de sua vida", desabafou a veterinária. O segundo caso foi o da agricultora Edite Adelina da Silva, 63, moradora do Sítio Estoque, na zona rural de Cabrobó. Ela morreu após dar entrada no hospital apresentando infarto agudo do miocárdio. A enfermeira chefe da unidade Maria de Lourdes Barros, disse que a agricultora tinha problemas cardíacos e faleceu, "por coincidência", um dia após ter tomado a dose da vacina. O coordenador da campanha no município, Wilson Manoel de Souza, nega que a vacina tenha sido responsável pelas duas mortes, uma vez que o número de casos foi muito pequeno em relação ao público total de 677 pessoas vacinadas. Ele lembra que a bula aponta a vacina como contra-indicada para menores de um ano, gestantes e idosos que estejam fazendo quimioterapia. |
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