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VESTIBULAR II Covest atende dois detentos No primeiro dia do vestibular das federais, 51 feras fizeram as provas em regime especial, entre eles dois presidiários, 11 candidatos com doenças infecto-contagiosas, seis mães que deram à luz há pouco tempo e 13 portadores de deficiências visual, auditiva e física. Além de provas especiais (em alguns casos), esses candidatos contaram com uma estrutura de ambulâncias e atendimento médico montado para eventuais emergências. Para a candidata ao curso de estatística Maria de Fátima Gonçalves, 24 anos, o imprevisto aconteceu antes das provas. Há apenas um dia do peneirão, o filho Gabriel decidiu antecipar seu nascimento, programado para o final do mês. "Ela ficou muito nervosa, achando que não conseguiria prestar o vestibular", afirmou Telma Gonçalves, que cuidou do sobrinho enquanto a irmã fazia o exame no Centro de Ciências Biológicas da UFPE. Nos corredores do prédio, outros cinco recém-nascidos eram embalados por atenciosos - e nervosos - pais e tios. "Nosso dever é ajudar", explicou o técnico em informática Salatiel de Oliveira, 25 anos, enquanto aguardava com o filho de dois meses a esposa Michelliny de Oliveira, inscrita em pedagogia, concluir os testes. Sem condições de comparecer aos locais de prova, dois candidatos responderam o exame nos hospitais Português e da Unimed. Também foram atendidos em regime especial dois presidiários, que fizeram as 64 questões do primeiro dia no anexo da Comissão de Vestibular (Covest). Um deles é candidato ao curso de biologia e outro à educação física. |
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