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As aves têm o lugar que merecem Normalmente relegadas à parte menos nobre do cardápio, ofuscadas por crustáceos e filés mignons, as aves são, via de regra, associadas a uma alimentação frugal, onde os excessos - de sabor e de gordura - estão banidos. O Restaurante Oficina do Sabor realiza, a partir de hoje, um festival inteiramente dedicado a elas, as aves. O Oficina elaborou um menu (elogiável também o projeto gráfico do cardápio) com seis pratos, onde o chef César Santos, além de dar asas à criatividade (sem intenção de trocadilho) ainda serve pedaços de conhecimento sobre a origem dos emplumados que viraram refeição. A codorna é servida como entrada da maneira mais simples que existe: frita ao alho, ideal para tira-gosto com cerveja. Essa ave silvestre, hoje já criada em cativeiro, tem uma carne branca e muito delicada, seus ossos diminutos podem tirar a paciência de um cristão. Fazendo companhia à codorna está o pombo, mais precisamente um "borracho", pombo novo, que é servido assado ao vinho. Os pratos principais contemplam quatro exemplares de sabores completamente distintos entre si: a guiné (ou galinha d'angola), o pato, a galinha de capoeira e o peru. Os dois últimos ainda são os favoritos da maioria. O peru foi `vestido' pelo chef com grão-de-bico, farofa de jerimum e cheiro verde e sua colega também, mas substituiu o grão-de-bico por purê de macaxeira. As duas outras opções, de uns tempos pra cá, viraram coqueluche nos restaurantes chiques daqui e de fora. Vale a pena experimentar: a galinha d'angola e o pato têm carne vermelha, de sabor mais peculiar e são saborosíssimos. Oficina do Sabor - Rua do Amparo 335, Olinda, fone: 429.3331 |
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