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ARRUDA II
Para Nereu Pinheiro, Santa Cruz teve falhas de posicionamento

O prestígio de um time pode ser medido pela quantidade de gente que entra no vestiário, após cada partida. Nesse critério, o Santa Cruz está dando show. Depois do jogo de ontem, todo o mundo queria dar os parabéns aos `meninos de Nereu'. Políticos, dirigentes, torcedores e quem mais conseguisse entrar.

Passada a euforia, Nereu Pinheiro pôs os pés no chão. "Perdemos no posicionamento. Vou conversar sobre isso com os jogadores e os problemas serão corrigidos", disse o treinador, conhecido por promover `sermões ao pé do ouvido' com os atletas no intervalo do jogo. A bronca do técnico, aliás, deve ter sido um dos motivos pelo qual o time voltou melhor no segundo tempo.

Um dos destaques em campo, Janduir teve a difícil tarefa de marcar Araújo. Repetiu-se o duelo dos tempos em que o zagueiro jogava pelo Central e o atacante era atleta do Porto. Desta vez, Janduir levou vantagem. Numa excelente atuação, o zagueiro fez a festa. "Ele é um jogador rápido e habilidoso, que requer atenção o tempo todo", afirmou Janduir, que deu a dica para outros defensores. "É esperar ele dar o primeiro toque e dar o bote."

Noutro canto do vestiário, Nílson descansava. Além de ter defendido bons chutes do ataque goiano, o goleiro tricolor ainda fez parte da turma do `deixa disso' quando os ânimos esquentaram. "Tínhamos que vencer essa partida. É importante sair na frente. Contra o Bahia, estaremos mais calmos e um empate é interessante. Já eles, que perderam, estarão desesperados", analisou.

No que depender do histórico de Nílson, os torcedores baianos podem se preocupar. Jogando pelo Vitória, o goleiro foi tricampeão estadual e venceu duas vezes a Copa do Nordeste, sempre em cima do tricolor da `Boa Terra'. "Já perdi algumas vezes para eles, mas ganhei muito mais. No que depender de mim, a dor de cabeça deles vai aumentar ainda mais." Ao contrário do goleiro, o lateral Arley era torcedor do Bahia e chegou a chorar pela equipe, mas agora a história é outra. Completamente diferente. "Primeiro eu, depois eles", brincou.

BICHO - Uma das figuras mais bem-vindas no vestiário do Santa foi o presidente da Federação Pernambucana de Futebol. Nas mãos, Carlos Alberto Oliveira trazia R$ 8 mil para serem distribuídos aos jogadores. "Perdendo ou ganhando, vou entregar a parte do dinheiro que cabe à FPF aos atletas tricolores em todos os jogos da Segundona disputados no Arruda", prometeu.

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Jornal do Commercio
Recife - 22.11.99
Segunda-feira