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ITÁLIA FHC analisa situação de países emergentes FLORENÇA, Itália - A necessidade de uma visão progressista em nível internacional, que corrija assimetrias do sistema internacional, é indispensável para países em desenvolvimento ou emergentes, disse ontem, em Florença, o presidente Fernando Henrique Cardoso. O mandatário brasileiro, único líder de um país do Terceiro Mundo convidado ao encontro de cúpula dos reformistas, que iniciou os debates ontem, assinalou a necessidade de abordar "com coragem e determinação" o problema do déficit de Governo em nível internacional. Na opinião dele é preciso corrigir as assimetrias dos lucros e vantagens que caracterizam o sistema internacional para conseguir uma "globalização sólida". FHC ilustrou as conquistas econômicas de seus cinco anos de Governo e definiu como histórico para o Brasil "o rompimento com o modelo autárquico de desenvolvimento", baseado em uma forte presença do Estado nos setores produtivos. "A experiência brasileira dos últimos anos nos deu a perfeita demonstração de como é possível superar velhos preconceitos na maneira de administrar os assuntos de política econômica." O Brasil que, segundo o presidente, estabilizou sua moeda, passando de uma inflação, em 1994, de 40% ao mês a uma de 0,5 a 0,6%, pede "igualdade de condições, com regras verdadeiramente equilibradas" para que os países emergentes possam integrar-se na economia mundial. |
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