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SAÚDE Planos de saúde caros vão ser revistos BRASÍLIA - O Governo vai rever os aumentos de mais de dez seguradoras que tiveram reajustes autorizados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) para contratos antigos de planos e seguros de saúde. Os pedidos de aumento que têm chegado ao Governo variam entre 11% e 15%, enquanto as autorizações estão sendo concedidas entre 7% e 8%. Segundo o secretário de Acompanhamento Econômico, Claudio Considera, serão revistos os critérios usados na concessão de reajustes para planos e seguros de saúde que entram em vigor a partir de julho. O objetivo da medida é reduzir as diferenças entre os reajustes pedidos pelas operadoras e os índices de custos ao consumidor, medidos pelos institutos de pesquisa. Dessa maneira, segundo o secretário, será possível diminuir o reajuste das mensalidades. "Nós fizemos alguns ensaios técnicos sobre os aumentos pedidos e constatamos que percentuais acima de 10% estão fora do padrão. As empresas terão de rever os critérios usados para fazer as planilhas", disse Considera. Pelos critérios técnicos atuais, as empresas submetem suas planilhas de custo com 15 itens, entre eles, custo de medicamentos, serviços médicos e hospitais conveniados, à Susep usando índices de serviços médicos como parâmetro para justificar os aumentos. Agora será preciso ter como base índice de preços ao consumidor como o IPCA, medido pelo IBGE. A determinação para a mudança dos critérios de cálculo será feita pela própria Susep e encaminhada às empresas do setor. |
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