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SAÚDE Investigada nova suspeita de hantavirose Médicos do Real Pneumo, do Hospital Português, e a Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Pernambuco investigam o caso de um rapaz de 37 anos, de Petrolina, que está internado, em estado grave, com infecção pulmonar atípica, de evolução rápida e sem diagnóstico preciso. Já foram coletados sangue e materiais para pesquisa de microorganismos causadores de hantavirose (transmitida por ratos), dengue, leptospirose, febre amarela e outras doenças. É o primeiro paciente vivo a se enquadrar nos critérios definidos pelo Comitê Técnico-científico, criado pela Secretaria de Saúde, para o rastreamento que vai auxiliar as investigações sobre as 11 mortes súbitas, de causas ainda desconhecidas, que aconteceram no estado nos últimos três meses. "A primeira hipótese é de que a infecção tenha sido causada pela bactéria Legionella pneumophila, contraída em ambientes com ar condicionado, mas o caso preenche os critérios de investigação para hantavírus", informa Blancard Torres, chefe da Real Pneumo. Jovem, previamente sadio, com febre e sangramento pulmonar, o paciente guarda semelhanças com o quadro apresentado por algumas das pessoas que tiveram morte súbita nos últimos três meses. "Foram coletados materiais para exames e vamos avaliar o caso na reunião do comitê", explica o infectologista Vicente Vaz, que faz parte do grupo. A pneumologista Rita Santa Cruz, que acompanha o paciente, diz que o estado dele é grave. O rapaz está na UTI, sedado, com ventilação mecânica, e vem recebendo tratamento para infecção por bactérias e fungos. Segundo a médica, ele deu entrada no Hospital Português no último dia 13. Foi trazido de um hospital de Petrolina numa UTI móvel. Dois dias antes teria apresentado febre, tosse e escarrado sangue, evoluindo rapidamente para uma insuficiência respiratória. O paciente trabalhava num escritório e visitava obras. "Ele está vivo graças ao atendimento rápido e de qualidade que vem recebendo", disse Blancard. Segundo ele, o quadro apresentado pelo rapaz não é uma evolução de pneumonia, comum em pessoas sadias. Daí se pensar em Legionella, uma das bactérias mais agressivas, e em outros agentes. Segundo o médico, por ordem de importância, as outras hipóteses são infecção por fungos, tuberculose e vírus. Os primeiros exames de pesquisa de anticorpos realizados pelo hospital deram negativo para dengue. "Fizemos uma biópsia a céu aberto, cirurgia para retirada de fragmentos dos pulmões destinados a exame", explicou. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, foram coletadas também amostras de sangue e de líquido da traquéia para testes no Laboratório Central do Estado (Lacen) e Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. Ontem o Adolfo Lutz confirmou a morte por hantavirose (doença transmitida por ratos) de um trabalhador do município Santa Mercedes, interior de São Paulo. |
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