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FESTAS JUNINA IV
Consumidores reclamam da alta no preço do milho

Apesar de a falta de chuvas ter prejudicado a safra do milho em Pernambuco, o consumidor pode encontrar uma razoável oferta do produto na Central de Abastecimento (Ceasa). No entanto, o preço não está agradando os fregueses - a mão de milho (50 espigas) está custando entre R$ 7,00 e R$ 12,00. Na avaliação das donas de casa, o preço do milho subiu mais que balão de São João, mas é impossível passar a data sem comer canjica e pamonha. "Nas feiras livres e nos mercadinhos o milho é mais caro ainda", diz Helena Nascimento Pereira, moradora do Curado II.

Os comerciantes culpam a falta de chuvas pelo alto preço do produto. "Comprei milho cultivado por irrigação em Chã Grande, por isso o preço subiu em relação ao ano passado", justifica o vendedor Manoel Fernando da Silva. O mesmo argumento é utilizado pelo agricultor Manoel Guilherme Rodrigues, de Limoeiro. "Milho irrigado fica mais caro", avalia. Ele cultivava o cereal em seu roçado e vendia na Ceasa, mas há três anos está comprando para revender. "Comprei a mão de milho por R$ 9,00 em Camocim de São Félix e estou vendendo por R$ 10,00, não posso baixar o preço", explica.

Quem também reclamou do preço do milho foi o aposentado Amaury Moraes, morador do Barro. "Venho à Ceasa por ter mais opções, mas o preço está alto". O vendedor de coco seco Manoel Ramos disse que manteve os preços do ano passado (R$ 1,00 a R$ 2,00), mas as pessoas continuam reclamando. "O real está curto para todo mundo". Outro produto bastante procurado no São João é a fogueira, que pode ser encontrada em várias ruas da cidade por R$ 10,00. Osias Nunes da Silva, que comercializa o produto no Bongi, apressa-se em dizer que tem licença do Ibama.

"A venda é maior na véspera de São João, espero vender tudo amanhã (hoje)", diz o rapaz. Segundo ele, as fogueiras são feitas com galhos de árvores frutíferas, resultantes de podação. Os vendedores de fogos de artifícios e os ambulantes do Calçadão dos Mascates (comercializam fogos, roupas, chapéus, bandeiras e balões) também esperam um aumento nas vendas hoje. O Camelódromo funciona hoje até às 21h30 e amanhã até às 17h30. "O dia de vender é amanhã (hoje), se não ficaremos com estoque encalhado", diz o barraqueiro José Antônio de Souza.

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Jornal do Commercio
Recife - 23.06.99
Quarta-feira