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VAREJO Arapuã tem problemas para levantar concordata A primeira parcela da dívida da concordata da Arapuã, de R$ 260 milhões, vence hoje. A direção da empresa, que pediu concordata há um ano, já afirmou que não tem dinheiro para pagar os principais credores, todos fabricantes de eletrodomésticos. "A dívida só pode ser honrada a longo prazo", diz Ricardo Tepedino, advogado da Arapuã. A proposta da família Simeira Jacob, proprietária da Arapuã, é que os credores da rede troquem as dívidas por ações de uma nova empresa, que assumiria as operações da Arapuã concordatária e ficaria livre das dívidas. Os credores que detêm 80% do montante da dívida total, hoje de R$ 900 milhões (desse total, o débito na concordata é de R$ 650 milhões), já aceitaram a proposta. Três credores (Philips, Sony e Evadin, fabricante da marca Mitsubishi), no entanto, não aceitaram o acordo. Esses três exigem o pagamento da dívida e podem exigir a falência da rede. Até ontem, o que a Arapuã dava como certo era o pagamento de apenas R$ 2 milhões, para liquidar dívidas com 480 pequenos fornecedores, que têm a receber até R$ 100 mil cada um. A Evadin já pediu a falência da Arapuã duas vezes este ano, mas a Justiça negou. Tepedino diz que a Arapuã entrou em crise em razão da inadimplência. Segundo ele, se a Arapuã recebesse dos clientes tudo o que financiou em 97, ela teria crédito de R$ 600 milhões. Se não fossem as dívidas a pagar e a receber, a empresa estaria bem. Tepedino diz que no primeiro trimestre deste ano, mesmo com a flexibilização do câmbio e a recessão econômica, a empresa conseguiu fechar quase equilibrada. "O prejuízo operacional foi de apenas R$ 1,5 milhão", diz. PROER - No Recife, as lojas da Arapuã funcionaram normalmente ontem. De acordo com um dos gerentes de uma unidade da Arapuã no centro do Recife, a rede não fez nenhum tipo de comunicado às lojas. Esse gerente garantiu também que o estoque da loja continua "em níveis normais". O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Pernambuco (FCDL), Paulo Maranhão, afirmou que a falência da Arapuã representaria um grande prejuízo para o comércio local. Ele defende a criação de um fundo para as lojas concordatárias, uma espécie de Proer do comércio. "Esse fundo seria criado pelas próprias lojas. Já existe um projeto no Congresso para a criação desse fundo", observa. |
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