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PORTOS II Porto do Recife pára 2 horas com protesto Os trabalhadores avulsos do Porto do Recife realizaram ontem um ato de protesto, pela manhã, contra as mudanças que podem ocorrer a partir do dia 1º de julho próximo, quando a escalação dos funcionários passará a ser feita pelo Órgão Gestor de Mão-de-obra (Ogmo), conforme exige a legislação federal. O Porto do Recife ficou com as suas atividades de carregamento e descarregamento de cargas paralisadas por mais de duas horas em conseqüência da manifestação dos portuários. "É difícil mensurar de quanto foi o prejuízo, porque o protesto ocorreu por pouco tempo", disse o diretor de operações do Porto do Recife, Luís Lobato. Na hora do protesto, o Porto do Recife tinha quatro navios atracados, dos quais dois esperavam um carregamento de açúcar. As outras duas embarcações esperavam pelo descarregamento das cargas de cevada e trigo. Logo depois da manifestação, os trabalhadores retomaram as suas atividades. O protesto aconteceu na frente do Sindicato dos Arrumadores, no Bairro do Recife, e reuniu trabalhadores dos sete sindicatos que trabalham como avulsos no porto recifense. Eles elaboraram uma pauta de reivindicações que será entregue a diretoria do Ogmo. A primeira reivindicação dos trabalhadores é para que o Ogmo do Porto do Recife mantenha a regra da escalação, feita hoje pelos sindicatos, informou o presidente do Sindicato dos Conferentes, Fernando Marcelo. Eles também reivindicaram que a escalação dos trabalhadores seja acompanhada por fiscais dos sindicatos. "Também queremos que a escalação seja realizada num local escolhido por cada categoria", afirmou Fernando Marcelo. A última reivindicação dos sindicatos é que eles desejam ter um diretor executivo no Ogmo. Hoje, eles são representados no conselho de supervisão da entidade. O diretor executivo do Ogmo de Recife, Walter Moreira Lima, disse ontem a tarde que ainda não tinha recebido as propostas dos trabalhadores. "Seremos o mais fiel possível a escalação que é realizada hoje pelos sindicatos", voltou a dizer ele, acrescentando que não está previsto na lei que o Ogmo deve ter um diretor que represente os trabalhadores. Até o final desse mês, a escalação continuará sendo feita pelos sindicatos. |
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