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BANCOS Bradesco compra Banco do Estado da Bahia RIO DE JANEIRO - O Bradesco, maior banco privado do país, comprou ontem o Banco do Estado da Bahia, em leilão realizado na Bolsa de Valores do Rio. O Bradesco também anunciou que continua na disputa pelo Banespa, cuja venda ainda não tem data marcada. "A compra do Baneb funciona como um incentivo, porque o Bradesco amplia sua presença no mercado e se fortalece", disse o presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Lázaro Brandão, em entrevista concedida por teleconferência da sede do banco, em Osasco (SP). Único participante do leilão de hoje, o Bradesco vai pagar R$ 260 milhões à vista pelo banco baiano, 3,18% sobre o preço mínimo de R$ 251,9 milhões. O Itaú desistiu de participar na véspera. O ágio de 3,18% deve-se a um aporte de R$ 8 milhões para a constituição de um fundo que desobriga o Bradesco de arcar com possíveis cobranças trabalhistas e tributárias não previstas que aconteçam até o fim deste mês. Se o fundo não for usado, o dinheiro vai para o Estado da Bahia. Brandão afirmou que o desembolso do leilão não diminui a capacidade da instituição de disputar o Banespa, ainda neste ano, e Banestado (Banco do Estado do Paraná), no ano que vem. Com a compra, o Bradesco passa a administrar R$ 75 bilhões em ativos (conjunto de bens, valores e créditos que formam o patrimônio de uma empresa) e uma rede de 3.500 pontos, entre agências e postos, além de incorporar uma carteira de 400 mil novos clientes. O Bradesco informou não ter definido ainda quanto vai investir na modernização das 170 agências do Baneb, porque isso depende de uma avaliação sobre o estágio tecnológico da rede baiana. Os novos donos do Baneb dizem pretender aproveitar o quadro de funcionários (2.800), minimizando dispensas. "A priori, não temos nada nesse sentido", disse Lázaro Brandão. O Sindicato dos Bancários da Bahia realizou ontem uma manifestação de protesto contra a privatização do banco, em frente à agência central do banco, no Comércio (cidade baixa). Os bancários protestaram com faixas e cartazes que criticavam o processo de privatização e denunciavam que a compra do banco pelo Bradesco vai provocar demissão em massa. "O governo baiano investiu R$ 1,6 bilhão para sanear o Baneb e arrecadou somente R$ 260 com sua venda", disse o presidente do sindicato, Álvaro Gomes. |
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