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Irã e Japão no melhor da semana

por MARCOS TOLEDO

Novidades em cima de novidades nas sessões alternativas, trazendo boas e más notícias. Vamos direto às boas (como sempre, filmes de qualidade devem ser bem recebidos). A Sessão de Arte do São Luiz exibe mais um filme da cultuada safra iraniana, Filhos do Paraíso, de Majid Majidi. No Cinema da Fundação outro bom exemplar, só que do Japão. Hana-Bi: Fogos de Artifício é um drama bastante espirituoso de Takeshi Kitano sobre os problemas nipônicos modernos.

As más notícias vêm a conta-gotas. A primeira fica por conta do ingresso do São Luiz. Acaba a promoção e os preços voltam ao que era antes (confira no roteiro). Além disso, entra em recesso após este filme, devido a ocupação do horário pelo filme de George Lucas. Na Fundaj, Hana-Bi fica somente até a quarta-feira, em virtude do feriado de São João. Para completar, o Cinema do Parque já vive o seu recesso. Sessões, somente a partir do dia 12 de julho.

Hana-Bi: Fogos de Artifício tem tudo o que você jamais pensou encontrar num filme japonês. Fazendo uso de uma narrativa não raro pessimista, Kitano mostra um Japão urbano e frio, árido de família, paciência, sanidade, trabalho, costumes, enfim, de vida mesmo. A violência, tumor mais ameçador do que ainda resta, é apresentada detalhadamente, como que para mostrar o quanto é gratuita.

O personagem central, um ex-policial, deve dinheiro a agiotas da Yakuza; a esposa possui uma doença terminal; e um amigo foi ferido gravemente e abandonado pela família. Ainda assim, no jeito que lhe convém, Kitano consegue fazer uma grande ode ao amor, através de uma explosão de sentimentos de valorização da vida - dos mais ternos, aos mais radicais.

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Jornal do Commercio
Recife - 18.06.99
Sexta-feira