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EVENTO E a arte chega aos painéis eletrônicos O recifense tem até o dia 20 de julho para se sentir parte de um evento artístico nacional. Pelo terceiro ano consecutivo, a capital de Pernambuco integra o Philips Eletromidia da Arte - III Exposição Virtual, uma mostra que acontece em mais de 30 painéis eletrônicos espalhados por todo o país. Além do Recife, participam as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Campinas e Ribeirão Preto, entre outras. "Temos certeza de estar atingindo nosso objetivo maior, que é levar arte para a rua. Nos anos anteriores, oscilamos entre 97 e 98% de aceitação do público", explica Ricardo Otero, diretor da Eletromidia - a empresa trabalha com esse tipo de mídia desde 1995, quando aplicou no Brasil a tecnologia conhecida nos Estados Unidos. "Descobrimos um nicho de mercado que hoje ganhou caráter social, de prestação de serviço e de divulgação cultural", comemora Otero. No Recife, o Philips Eletromidia da Arte pode ser visto no painel localizado no cruzamento entre as Avenidas Rui Barbosa e Agamenon Magalhães, no Parque Amorim. De acordo com Ricardo Otero, somando números de todo o país, mais de 4 milhões de pessoas por dia podem apreciar as obras. "Esses dados são fornecidos pelas companhias locais de tráfego, aptas a contabilizar o fluxo de veículos em cada ponto onde os painéis estão instalados", afirma. A organização do evento distribuiu os artistas em grupos de quatro, cujas obras são apresentadas durante vinte dias, intercaladas com os comerciais normalmente veiculados nos painéis. A curadoria da mostra se preocupou em colocar artistas de vários locais, estilos e tendências, tornando a Exposição Virtual o mais diversificada possível. "O conceito que unifica os escolhidos é o fato de todos terem algum tipo de ligação com computação gráfica e equipamentos eletrônicos", explica Ricardo Otero. A maioria dos convidados produziu obras exclusivas para a mostra; apenas alguns tiveram que adaptar suas peças às características do veículo. ANIMAÇÃO - Partindo de imagens digitalizadas, feitas em programas de ilustração ou escaneadas, a equipe de produção do Eletromidia gera uma animação de 10 segundos, chamada de vinheta eletrônica. "O artista tem participação direta nesse processo, dirigindo essa animação como se fosse um filme", diz Ricardo Otero. Via linha telefônica, a vinheta é apresentada nos painéis, todos controlados de São Paulo. Entre os artistas participantes, dois pernambucanos: o pintor João Câmara e o fotógrafo Cafi. Esta último adaptou peças já prontas para que pudessem ser exibidas nos painéis da Eletromidia. "É um projeto maravilhoso, que nos dá uma visibilidade muito grande e permite que um puúblico muito diverso conheça nossa obra", ressalta. Cafi já assinou capas de discos de vários artistas, de Alceu Valença a Sarah Vaughan. Atualmente está trabalhando com o arquivo fotográfico pessoal de Getúlio Vargas, para montar, futuramente, exposição sobre o tema. |
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