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TENSÃO NA CAXEMIRA Grupo quer jogar bomba atômica no Paquistão NOVA DÉLHI - O governo da Índia recebeu pedido, ontem, da mais poderosa organização integralista daquele país - a Rashtriya Swayamsevak Sang (RSS) - para que use a bomba atômica contra o Paquistão. Há mais de um mês as duas nações travam uma guerra não declarada na disputa da região de Caxemira. A Índia, prega a RSS, não pode recuar os mais de três mil homens que penetraram em território indiano até que sejam bombardeadas as bases que fornecem armas e alimentos, e que se encontram no Paquistão. O jornal Panchajanya, publicado pela RSS, sugere o uso da bomba atômica para "dar uma lição" ao Paquistão. "Para que fabricamos o artefato?", questiona. A RSS tem forte influência no principal partido da coalizão governista, o Bharatiya Janata (BJP), ao qual pertencem muitos integrantes do governo, inclusive o premier Atal Bihari Vajpayee. Facções de militares e um grande número de políticos apóiam um ataque contra a parte paquistanesa da "linha de controle", que há 27 anos demarca a fronteira na Caxemira. O porta-voz do Ministério do Exterior da Índia, Raminder Jassal, assegurou, contudo, que só atacará o Paquistão "com base no supremo interesse da segurança nacional". EXPLOSÃO - Dez mortos e 80 feridos foi o saldo da explosão de uma bomba, ontem, na estação de trem em Nova Jalpaiguri, estado de Bengala Ocidental. Entre os mortos estão dois soldados que iam para a Jammu-Caxemira, onde o Exército combate separatistas infiltrados na parte indiana do território da Caxemira. |
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