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Mercado aguarda novo corte nos juros A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, prevista para o fim da tarde, para definir o rumo dos juros básicos domésticos é o principal foco de expectativas do mercado financeiro. O mercado está convencido de que a taxa primária da economia, indicada pelo juro over-Selic, que remunera os negócios por um dia movimentados no overnight com títulos públicos, deve recuar de 22% ao ano para algo em torno de 20% ou até 19,50%, estimam os mais otimistas. O interesse do investidor em saber primeiro em que nível vai rodar o juro básico da economia a partir de amanhã, para depois tomar a decisão de investimento, manteve o mercado em compasso de espera. A Bolsa de São Paulo fechou o pregão seguinte ao do vencimento de opções com discreta baixa de 0,26%, influenciada também pela queda da Bolsa de Nova York, que perdeu 94,35 pontos ou 0,87%, no fechamento. Outro ponto de interesse dos investidores é saber a tendência dos juros de curto prazo dos títulos do Tesouro norte-americano, de cuja definição vai depender a tendência das Bolsas, daqui e do exterior, segundo analistas. A expectativa com os juros nos EUA foi reforçada depois que o Federal Reserve alterou o viés dos juros de neutro para o de alta, na última reunião, em 18 de maio. A próxima reunião do Fed para decidir o rumo dos juros norte-americanos está prevista para os dias 29 e 30. A questão principal que preocupa o investidor em ações, segundo analistas, é saber se a definição sobre os juros será suficiente para atrair de novo o capital estrangeiro para a compra de ações no mercado interno. Uma corrente de analistas entende que é preciso clarear também o confuso cenário político, provocado pela disputa entre os partidos que sustentam o governo no Congresso, para que os negócios tenham expansão e as ações retomem valorização. TENDÊNCIAS - Na Bolsa de Mercadorias e Futuros, os contratos futuros de juro projetam queda para a taxa efetiva de 1,63% para 1,62%, até 1º de julho; alta de 1,59% para 1,61%, até 2/8; de 1,61% para 1,62%, até 1º/9; de 1,60% para 1,61%, até 1º/10; estabilidade em 1,57%, até 1º/11; e, alta de 1,61% para 1,66%, até 1º/12. Contratos de dólar sugerem aumento de preço. Em relação à cotação do comercial no mercado à vista de R$ 1,776, ontem, as projeções eram de alta de 0,31%, para R$ 1,7814, até 1º/7; de 1,47%, para R$ 1,8020, até 2/8; e de 2,48%, para R$ 1,82, até 1º/9. Contratos de Índice Bovespa (IBovespa) indicam valorização de 3,03%, para 12.337 pontos, até o vencimento em 18 de agosto. Dólar A tendência de alta predominou nos preços do dólar, ontem, em virtude da concentração elevada de vencimentos de bônus na última semana do mês. O vencimento desses papéis pressiona as cotações por causa da compra de dólares no mercado para remessas ao exterior. A cotação do dólar comercial avançou 0,79%, para R$ 1,774 na compra e R$ 1,776 na venda. No paralelo, a valorização foi de 0,39%, com o dólar comprado por R$ 1,790 e vendido por R$ 1,817. Renda Fixa Será conhecida hoje a taxa básica (Selic) que vigorará a partir de amanhã. Até hoje, essa taxa é de 22% ao ano. A expectativa é que a nova taxa fique entre 20% e 20,50%. Na prática, os juros no mercado à vista, ou seja, os dos CDBs, já estão ajustados a essa expectativa. Portanto, eles deverão sofrer alguma alteração apenas se as expectavias não forem confirmadas. À espera da definição do novo juro básico, os bancos ontem não alteraram suas taxas no segmento de CDBs. Assim, pela taxa máxima, os títulos prefixados de 30 dias foram emitidos por 20,50% ao ano, ou 1,57% bruto e 1,25% líquido ao mês. Para o valor de R$ 10 mil, os bancos pagaram em média 17,23% ao ano, ou 1,33% bruto e 1,07% líquido; para R$ 30 mil, 17,96% ao ano, ou 1,39% bruto e 1,11% líquido; para R$ 50 mil, 18,88% ao ano, ou 1,45% bruto e 1,16% líquido. |
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