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LEGISLATIVO Proposta de corte das gratificações de policiais tumultua a Assembléia Uma emenda propondo a extinção das gratificações dos policiais civis e militares que se aposentarem, publicada ontem no Diário Oficial e encaminhada pelo Governo aos deputados, tumultuou a sessão de ontem na Assembléia Legislativa. É que o Executivo tinha enviado anteriormente dois projetos à Casa - um propondo a manutenção das vantagens aos militares que entrarem na inatividade e o outro cortando as gratificações dos civis que se aposentarem -, mas, com a emenda supressiva, o quadro se modifica. Além da Polícia Civil, os militares que se aposentarem também terão seus benefícios cortados. A emenda levou o deputado Sérgio Leite (PT) a ocupar a tribuna e solicitar a criação de uma comissão para negociar com o governador Jarbas Vasconcelos (PMDB). O petista disse já existir uma articulação para uma possível greve das duas categorias, caso a decisão não seja revista. Leite recebeu o apoio dos deputados Sebastião Rufino (PFL) e Antônio Moraes (PSDB). "É melhor criar essa comissão agora para conversar com o Governo do que depois que estourar alguma greve", comentou Rufino, que é coronel reformado da PM e relator dos dois projetos na Comissão de Constituição e Justiça. Segundo Sérgio Leite, o governador tinha se comprometido em regularizar a questão salarial dos policiais, que estavam irregular desde as greves de 1997 e 1998. Na época, o então governador Miguel Arraes (PSB) tinha feito um acordo e acoplou provisoriamente ao salário das duas polícias gratificações como ajuda de custo, vale alimentação, ajuda por tempo de serviço, hora extra, entre outras vantagens. "Jarbas escolheu o pior caminho: cortar as gratificações do PMs", reclamou o petista. O secretário de Governo, Dorany Sampaio (PMDB) disse desconhecer o teor da emenda. |
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