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DISPUTA ACM busca apoio à candidatura em 2002 por
REALI JÚNIOR PARIS - O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) admitiu ontem, em Paris, que por trás de suas freqüentes viagens a São Paulo está a possibilidade de vir a disputar a sucessão do presidente Fernando Henrique Cardoso. "Apoio não faz mal a ninguém". E acrescentou: "Não sou candidato a presidente, mas o meu partido aspira ter um candidato; sou pragmático e, conseqüentemente, a favor das alianças", disse. "Dessa forma, não faltarei ao meu partido e ao meu País se minha candidatura for julgada necessária. Por enquanto, o certo é disputar novo mandato de senador pela Bahia". ACM não escondia sua satisfação com o artigo publicado ontem pelo vespertino Le Monde e assinado pelo seu colega, o presidente do Senado francês, Christian Poncelet, um conhecido dirigente gaullista. Ele citou alguns trechos desse artigo que justificam as posições que tem assumido, inclusive nas divergências com a presidência da Câmara, lembrando o papel de contrapoder da instituição que dirige: "O papel de contrapoder do Senado consiste não apenas em melhorar a qualidade da legislação, mas, sobretudo, permitir a expressão de uma opinião diferente do Governo e da Assembléia (Câmara dos Deputados). O Senado alimenta, dessa forma, um debate público sem o qual não existe democracia". O senador explicou que não contesta o presidente Fernando Henrique, mas pode divergir dele. Quanto às declarações de Fernando Henrique de que sua tolerância chegou ao limite, disse que o presidente tem sido extremamente tolerante com os que contestam o seu Governo. Por isso, está convencido que essa atitude deveria ter sido tomada há mais tempo. Para ACM, "há uma grande diferença entre contestar e divergir. Da minha parte não pretendo contestar, mas divergirei sempre que achar necessário". Já sobre as declarações do ministro das Comunicações e articulador político do governo, Pimenta da Veiga, fazendo restrições à extinção do Tribunal Superior do Trabalho (TST), o senador disse que essa pode ser a opinião do ministro, mas não é a que ouviu do presidente, que considera esse assunto da competência exclusiva do Congresso. |
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