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GOVERNO x CONGRESSO Inocêncio rebate crítica de FHC ao Congresso BRASÍLIA - O líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira, rebateu ontem as críticas feitas anteontem pelo presidente Fernando Henrique ao Congresso por intermédio do articulador político e ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga. "A apatia do Congresso não é causa, é efeito das crises freqüentes", respondeu Inocêncio à declaração de que o presidente estaria insatisfeito com a paralisia do Congresso. "Os especialistas calcularam que houve 18 crises nos últimos 6 meses. Será que o presidente quer criar a 19ª?", questionou, dizendo que o presidente não foi feliz na declaração e que FHC deveria entender que o Congresso nacional tem trabalhado "muito bem". Inocêncio reconheceu que algumas crises foram criadas pelo próprio Legislativo, mas advertiu que não seria bom para o País o surgimento de uma nova crise entre os poderes Executivo e Legislativo. "Só faltava essa", disse referindo-se à possibilidade de uma nova crise. Segundo Inocêncio, seria bom para a harmonia dos poderes a paz e a tranqüilidade. Inocêncio criticou com mais ênfase o ministro das Comunicações, que segundo ele conhece as dificuldades do Congresso e não poderia ser porta-voz de uma crítica como essa. "Desta vez o Pimenta pisou na bola", afirmou Inocêncio, lembrando que o ministro Pimenta da Veiga foi designado articulador político do Governo com o objetivo de acabar com as crises entre os partidos da base governista. Já o deputado Germano Rigotto (PMDB-RS) disse ontem, no Rio, que não aceita as críticas de que o Congresso está paralisado. "As CPIs estão funcionando, e nunca se trabalhou tanto como agora em relação à reforma tributária. Não aceito críticas do presidente, do ministro e de quem quer que seja", disse o deputado, que é presidente da comissão de reforma tributária no Congresso. Segundo Rigotto, em 80 dias foram realizadas 25 reuniões com governadores, prefeitos e audiências públicas para discutir o tema. Ele disse, ainda, que não há mais espaço para aumento da carga tributária no País porque as pessoas que pagam já teriam chegado ao seu limite. Ontem, o porta-voz do Palácio do Planalto, Georges Lamazi-re, negou que o presidente Fernando Henrique Cardoso tenha reclamado do andamento das votações no Congresso. "Ele não fez, de forma alguma, crítica mais aprofundada do andamento dos trabalhos do Legislativo e tem certeza de que os líderes estão empenhados na tramitação mais rápida de projetos como o da Lei de Responsabilidade Fiscal e a reforma tributária", disse. Segundo o porta-voz, o relato de Pimenta da Veiga foi normal e pode ser equiparada a qualquer crítica que um parlamentar faça ao andamento do Governo Federal. |
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