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SÃO JOÃO XIV Forró e clima ameno fazem parte dos atrativos serranos Classificada como uma das cidades mais agradáveis de Pernambuco, Gravatá possui uma boa estrutura para quem trilha a Rota do Forró. Os hotéis e restaurantes do município, acostumado a receber turistas durante todo o ano, são bem equipados e oferecem serviços e produtos de qualidade, quase sempre por preços bastante acessíveis. Talvez sejam atividades inusitadas como provar uma boa fondue ou tomar chocolate quente em pleno agreste pernambucano os aspectos que mais atraiam visitantes ao lugar. São obrigatórios os restaurantes suíços e, em contraponto, os locais onde são servidos pratos regionalíssimos como bode e sarapatel. Outro destaque fica por conta dos hotéis-fazenda, localizados em serras onde é possível passear de charrete e andar a cavalo. As fazendas onde são cultivadas frutas como pinha, romã, graviola e principalmente morango são bastante procuradas pelos turistas. O Sítio do Brejo Velho, com sua Unidade Demonstrativa de Morango, deve ser visitado tanto pela beleza do local quanto para apreciação da fruta. O Sítio de Dona Nair (com furna e balneário) também está aberto à visitação pública. O clima e a geografia serrana de Gravatá permitem que práticas como o alpinismo, que começa a conquistar adeptos no estado, sejam realizados em pontos como a Pedra Branca e, em menor escala, no Centro Ambiental da Pedra do Tao. O local dispõe de hospedagem, trilhas ecológicas e cachoeira, e é uma das melhores saídas para quem quer se livrar da vida urbana e entrar em contato direto com a natureza. As cachoeiras do Doé e da Palmeira fazem parte do circuito balneável da cidade. O nome Gravatá vem de crauatá, uma antiga passagem sobre o rio Ipojuca por onde andavam boiadas vindas do Sul para os pastos do agreste, no século 18. A região era ocupada pelos índios Tapuia Cariri (em Tupi, Gravatá quer dizer "mato que fura"). Em 1822, foi inaugurada no local a capela de Sant'Ana, padroeira do município. Grande pólo de produção de móveis da região, Gravatá possui diversos artesãos de talhas e cerâmicas utilitárias, além de criadores de brinquedos educativos (bastante vendidos em Recife). As famosas bonequinhas da sorte, que ganharam status fashion após uma grife nacional utilizá-las em suas roupas, são confeccionadas por moradoras da cidade. Não deixe de visitar também as fábricas artesanais de chocolate, onde é possível degustar vários tipos do produto, e o Alto do Cruzeiro, que atrai gente tanto pela vista panorâmica da cidade quanto pelos bares-mirantes. Nas ruas Cleto Campelo e na Avenida Joaquim Didier, existem casas datadas do final do século 19, em arquitetura colonial. Resquícios dessa fase também podem ser observados na antiga estação ferroviária, com seus moldes trazidos da Inglaterra. |
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