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Energia da decisão Fui ser testemunha de um casamento, desses bem simples, sem festas, sem estar diante do altar mas de um juiz; casamento de vários casais que não querem outra coisa senão legalizar a sua união e cumprir, juntos, a casualidade do destino que os uniu. Eram pessoas de várias idades e posições sociais, que acreditam na Lei e sua força, também em Deus porque depois, numa folga, estarão diante de um padre ou um pastor. Mas não é tão fácil, e o protocolo existe. Os noivos, distantes das testemunhas, passam mais de uma hora conversando com psicólogas, respondendo a perguntas, numa espécie de "jogo da verdade" para que tirem conclusões se o seu amor é sincero, se estão dispostos a exercitar, diariamente, a difícil tarefa da tolerância, da aceitação mútua, valorizando as virtudes e com - mais uma vez a palavra chave - tolerância, e a compreensão para aceitar os defeitos, ou, numa palavra mais fácil, as diferenças de temperamento que surgem sempre depois, no dia-a-dia. Apesar do tempo exigido, na longa espera pelo término da "conversa" coletiva, achei que talvez seja uma boa idéia. Não vi jovens saindo da adolescência, mas adultos, com vivência no conviver (entenderam?). Então, todos devem ter escolhido a legalidade para o seu amor com os pés fincados na terra, sugando importante energia. Plural Ana Ivo, que tem várias atividades quando diríamos que é médica, pintora, escritora, poeta e mantém um intenso trabalho. Depois de ter escrito um livro sobre Graciliano Ramos, através da montagem de textos, ela está sempre em contato com a família do escritor depois do falecimento da viúva Heloisa Ramos. Declaração A propósito de nota publicada terça-feira, nesta coluna, Ricardo Carvalho me telefonou de São Paulo. Uma pessoa cordial, gostei muito de conversar com ele. Fez questão de desmentir quem sugeriu que ele não gostava do Recife. Ao contrário, adora em todos os sentidos, independentemente do contexto político. Gostar do Recife é uma das coisas boas de sua vida, filho de pernambucano e pertencendo à família Santa Cruz, sobrinho de Ary, que conheci bem faz tanto tempo. Um homem inteligente, autor de campanhas de políticos pernambucanos, Ricardo, melhor do que ninguém, sabe o que pode surgir em torno dos fatos políticos. Gostei do papo com Ricardo e percebi que seu amor pelo Recife é igual ao meu. Turismo O jornal O Globo dedicou o seu caderno de turismo, Boa Viagem, a Pernambuco. Do Sertão ao Litoral, incluindo Triunfo, cachoeiras na serra e estas praias colossais, já entregues a um verão que começou tardio este ano. Livro A escritora Djanira Silva, integrante da Academia de Artes e Letras do Nordeste e da diretoria da UBE-PE, fez lançamento do seu livro "O Olho do Girassol" aqui na sede da UBE, neste início de semana, em noite das mais concorridas. O vice-presidente da República, Marco Maciel, que estava em Brasília e não pode comparecer, e foi representado por Rostand Paraiso. Agora, Djanira vai fazer o segundo lançamento em Pesqueira, sua terra, ainda este mês. O livro é uma narrativa sobre os conflitos humanos em forma de contos. A autora tem como certo uma segunda edição. Ingrid Luck esteve o final de semana em Pernambuco. E tomou uma decisão sábia: que o casamento de sua filha será em janeiro, mas numa das casas de Porto de Galinhas. Casa imensa, diante do mar, muitos convidados. Vai ser um acontecimento. Mas, que idéia excelente? Adorei o livro de poemas, Fonte dos Pássaros, de Maria de Lourdes Hortas. Aquela poesia que emociona. Leiam esse verso: "A palma da tua mão é ardósia pedra onde inscrevi os versos do meu destino". Foi uma pena o convite ter chegado depois que aconteceu a leitura dramática da nova peça de João Denys, Deus Danado, com Almir Rodrigues e João Augusto Lira. "Hoje a mulher só é feia e envelhece se quiser". Frase do cirurgião plástico Eurípedes Salazar. |
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