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SAÚDE II Grupo protesta e recebe promessas de reajuste BRASÍLIA - Os manifestantes que vieram a Brasília ontem pedir mais verbas para a saúde voltaram para casa só com promessas de que as duas reivindicações do grupo - reajuste de 40% na tabela do SUS e vinculação de recursos federais, estaduais e municipais para a saúde - poderiam ser atendidas. Na terça, ao se reunir com sete parlamentares que organizaram o movimento, o presidente Fernando Henrique Cardoso concordou que a tabela do SUS precisava ser reajustada, mas disse que só definirá o valor do aumento na semana que vem. Hoje, a União gasta R$ 10,2 bilhões com o pagamento de hospitais. O aumento de 40% implicaria um gasto anual extra de R$ 2,6 bilhões. Mas só está previsto para 2000 um aumento de R$ 300 milhões no orçamento federal da saúde. A votação da proposta de emenda constitucional que obriga a União, Estados e municípios a investirem um percentual fixo de suas receitas em saúde, prevista para acontecer na tarde de ontem, não havia sido iniciada até as 20h. Segundo o deputado Carlos Mosconi (PSDB-MG), um dos autores da emenda, o texto final da proposta não estava pronto até o fim da tarde. O deputado Urcicino Queiroz (PFL-BA), relator da proposta, passou a tarde no Palácio do Planalto reunido com representantes da equipe econômica para definir de quanto seria a contribuição da União. A emenda dá prazo até 2003 para que os Estados passem a investir 12% de seus orçamentos em saúde e os municípios, 15%. |
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