VÍDEO II
Elizabeth ousa mas não
chega a ser um épicoSeis
meses após a entrega do Oscar, os destaques da
premiação - contemplados ou não - chegam `de bolo' às
locadoras. Esta semana, o destaque é Elizabeth,
lançamento da Warner Home que traz à frente a ganhadora
do Globo de Ouro de melhor atriz, Cate Blanchett.
Muita gente lamentou o fato de
Blanchett ter perdido a estatueta para Gwyneth Palthrow
(Shakespeare Apaixonado) tal qual aconteceu com a
brasileira Fernanda Montenegro (Central do Brasil). Na
prática, porém, a atriz de Elizabeth se limita a uma
interpretação não mais que correta e obedecendo à
"cartilha", ao protagonizar a história da
filha de Henrique VIII.
Proclamada rainha de uma Inglaterra
dominada por homens e em meio à crise entre católicos e
protestantes, Elizabeth foi além do que a juventude
permitia para poder superar as constantes traições e
ameaças de conspiração.
Apesar do glamour dos cenários e
figurinos, Elizabeth, o filme, não dá indícios de que
pode vir a se tornar um épico. Bastante hermético,
sustenta as duas horas de duração essencialmente em
tomadas internas. Mesmo as (raras) cenas externas,
aparecem em enquadramentos bem fechados. Destaque para
alguns planos, e detalhes de movimentos de câmera e
edição ousados e incomuns para o gênero.
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