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ABASTECIMENTO III Compesa explica que a área é de difícil acesso A situação precária da comunidade da Ilha de Deus é reconhecida até pela Compesa. O diretor regional da empresa, Daniel Genuíno, diz que a topografia da ilha, que possui uma parte mais alta, prejudica o abastecimento, fazendo com que as casas construídas nessas áreas não sejam beneficiadas com o esquema de racionamento. Ele aponta um segundo problema. A ilha está localizada no final de uma rede de abastecimento, o que complica ainda mais a vida dos moradores, já que a água chega sempre com menos força do que o normal. "A situação lá é muito difícil. Por falta de acesso, nem caminhão-pipa pode abastecer os moradores", admite. Daniel Genuíno disse que uma equipe de técnicos da Compesa foi enviada ao local para tentar resolver a situação. A empresa estuda a possibilidade de fechar o registro de uma parte da ilha, para que as áreas mais altas também possam ser beneficiadas com a água da rua. Se a medida não for suficiente, a Compesa poderá trocar a tubulação para garantir um esquema mínimo de abastecimento para os moradores. Enquanto a Compesa não soluciona ou alivia o problema, quem segue faturando com a falta d'água na ilha é o comerciante Manoel José dos Santos - vendedor exclusivo de água mineral para a comunidade. Nos tempos atuais de crise, o comerciante vende, por dia, cerca de 70 botijões de 20 litros de água mineral. Cada garrafão sai por R$ 1,00. "Como a comunidade é pobre, a gente dá um jeitinho para quem não pode pagar. Faz fiado, negocia prazo, o acordo que for preciso", conta o comerciante. |
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