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SEGURANÇA
Coletes à prova de bala passam no teste

por ROBERTA SOARES

Se depender da aprovação do Instituto de Criminalística de Pernambuco (IC), a Secretaria de Defesa Social (SDS) não tem mais porque adiar a compra, pela primeira vez na história de Pernambuco, de 800 coletes à prova de bala para a Polícia Civil. Ontem, depois de quase sete meses realizando testes somente este ano, o IC aprovou os coletes das marcas G-5 Equipamentos Técnicos LTDA e Rontan, e encaminhou o laudo final para a SDS, que já está com o edital de licitação preparado.

Depois de um mês do início do processo de concorrência - que começa na próxima semana -, pelo menos pequena parte dos policiais civis vão poder festejar a chegada do material, que custará quase R$ 600 mil ao Governo do Estado. A única pendência agora é uma reunião que o secretário interino de Defesa Social, Paulo De Biase, quer ter com os chefes das polícias Civil e Militar. No encontro, que acontece no início da próxima semana, De Biase quer a opinião dos policiais sobre qual a melhor marca.

No laudo final do IC, no entanto, os peritos Giovanni Rolim e Sílvio Monteiro já ressaltam que o colete da Rotan deixa descoberta uma parte da região das axilas dos policiais, devido ao seu corte. "A nós não cabe dizer qual é o melhor, apenas testá-los de acordo com as normas internacionais e aprová-los ou não. Os dois passaram no teste, mas é claro que um deles atende melhor às necessidades da atividade policial do que o outro, mas caberá à SDS decidir", explicou o diretor do IC, Paulo Tadeu.

Os coletes aprovados são de tamanho médio, do nível II, ou seja, que suportam tiros dos calibres 9 milímetros (pistola) e 357 (revólver). "Dentro do padrão de testes, os coletes suportaram tiros nas distâncias de um, três e cinco metros, frontal e a 30 graus, nas partes anterior e superior, sem haver a transfixação da blindagem. Os dois, no entanto, sofreram o chamado trauma fechado, quando provocam impacto no corpo humano, como lesões e hematomas", disse Paulo Tadeu. Esse impacto, segundo o diretor, é natural que aconteça.

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Jornal do Commercio
Recife - 23.09.99
Quinta-feira