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SEGURANÇA II Compra do material gera polêmica entre categoria Os 800 coletes à prova de bala que o governador Jarbas Vasconcelos prometeu dar à Polícia Civil no início do seu governo sequer foram entregues às delegacias e já prometem gerar polêmica. Apesar de concordarem que o material vai chegar com pelo menos cinco anos de atraso, o Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol) e o Centro de Apoio ao Policial (CAP), que defendem a categoria, divergem sobre o assunto. Enquanto o coordenador do CAP, Hipérides Cavalcanti, vibra com o início da licitação de concorrência para a compra dos coletes, o presidente do Sinpol, Henrique Leite, critica o fato de apenas duas empresas estarem na disputa. "Onde já se viu uma licitação com apenas duas marcas. Apesar de aprovados pelo Instituto de Criminalística e de não permitirem que o policial morra, os tiros disparados nos coletes provocaram impacto no corpo humano", questionou. Na avaliação de Leite, apesar de provocar mais um atraso na compra do material, a Secretaria de Defesa Social deveria testar outras marcas vendidas no Brasil. "Nossa obrigação é cobrar qualidade e transparência desse processo de licitação. Queremos o melhor para o policial. Não nos interessa qual marca vai vencer porque não estamos ganhando nenhuma comissão", afirmou o presidente do Sinpol, numa clara referência ao coordenador do CAP, a pessoa que levou um colete da G-5 para o teste. Hipérides Cavalcanti, por outro lado, prefere deixar de lado as "picuinhas" e afirma que se os coletes salvarem pelo menos a vida de um policial, já será válido. "O número é muito insuficiente para os 4.500 policiais que compõem o quadro, mas finalmente o primeiro passo foi dado. Isso é o que importa para a categoria", afirmou. |
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