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SEGURANÇA III Desde 1991, nove policiais foram mortos no estado Os coletes à prova de bala vão chegar às mãos da Polícia Civil depois que a categoria já foi mais do que prejudicada por sua ausência. Segundo estatística do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), de 1991 até este ano, em todo o estado, nove policiais foram mortos e cinco acabaram feridos porque não estavam usando coletes durante troca de tiros ou perseguição a bandidos. A carência de condições de trabalho da Polícia Civil ficou em maior evidência no início do mês, quando dois homens foram assassinados no momento em que davam proteção a uma testemunha, na UR-3, no bairro do Ibura. O chefe de investigação da Delegacia de Prazeres, Evandro Medeiros Justino da Silva, conhecido como `Dico', de 34 anos, e o agente Isaías Barros Júnior, de 32, foram surpreendidos e mortos pelo ex-presidiário Osvaldo Correia de Lima, acusado de ter assassinado sua mulher. "Esse caso foi o exemplo da importância do colete porque pelo menos Isaías estaria vivo se estivesse protegido, já que o tiro atingiu seu abdômen. Além de não terem armas, munição e estrutura, os policiais também não dispõem de qualquer tipo de proteção", criticou o presidente do Sinpol, Henrique Leite. Segundo ele, os policiais têm que ser obrigados a andar de colete, sempre que a delegacia dispor de alguns. Apesar de o material ainda não ter endereço certo dentro da Polícia Civil, a assessoria de imprensa da SDS informou que os coletes deverão ser distribuídos na capital e, principalmente, no interior. Policiais afirmaram que os coletes enviados ao interior deveriam ser resistentes a fuzis. |
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