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CONTAS PÚBLICAS II SUS não tem como atender servidores A possibilidade de assumir a assistência médica dos servidores estaduais está assustando a Secretaria de Saúde de Pernambuco. Para o secretário adjunto, Tito Lívio, o Sistema Único de Saúde (SUS) não tem condições de assumir esta demanda sem que o repasse de recursos seja ampliado. No início do ano, o SUS foi obrigado a assumir o atendimento médico dos funcionários das prefeituras pernambucanas, que deixaram de ser atendidos pelo Ipsep por causa da mesma Lei 1.997. Entre as opções estudas pelo Governo de Pernambuco, está o repasse do Hospital dos Servidores (HSE) para a Secretaria, como forma de garantir a ampliação da capacidade de atendimento do sistema. Contudo, Tito Lívio lembra que para que isto aconteça, o hospital deve vir acompanhado dos recursos que hoje garantem seu custeio. O secretário-adjunto acredita que a questão é levada em conta pela comissão estadual que estuda o assunto. O secretário ainda não sabe precisar qual o aporte mensal de recursos seria necessário repassar para o SUS para que este tenha capacidade de absorver esse possível incremento na demanda. "Para fazer os cálculos precisamos ter em mãos a média de internamentos e consultas do Ipsep, para depois saber em quanto isto ampliaria nossos custos", explica. Para Tito Lívio, a questão preocupa porque vem num momento em que o sistema público de saúde, em todo o Brasil, registra um déficit de recursos. "Um exemplo disso é estarmos hoje (ontem) em Brasília, junto com os sindicatos dos hospitais, secretarias municipais de saúde e demais secretarias estaduais pressionando pela aprovação de uma proposta que destina parte das receitas da União, estados e municípios para o financiamento da saúde", diz. Outra reivindicação é o aumento do valor pago pelos procedimentos médicos prestados por entidades filantrópicas, privadas, estaduais e municipais. (PIB) |
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