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HIPOCONDRIA II O poeta Voltaire: gênio e claramente hipocondríaco A palavra hipocondria foi pronunciada pela primeira vez na Grécia Antiga e referia-se a desordens no sistema digestivo. No século 17 tornou-se popular, mas identificada com melancolia, pena de si mesmo e desconforto. Vista como doença de base emocional, não era tida como vergonhosa. Na Inglaterra elizabetana ficou até mesmo chique ser hipocondríaco (doença de gente que podia ter médico disponível o tempo todo). Um dos mais ilustres hipocondríacos foi o pensador e escritor francês Voltaire (1694-1778), que chegou a tomar notas detalhadamente de suas 27 enfermidades. Porém, detestava médicos. Na sociedade moderna, principalmente nas grandes cidades, a hipocondria ganha reforço com as epidemias, os lançamentos de remédios e a divulgação de novas doenças na mídia, bem com os sistemas falidos de saúde pública. O medo excessivo de ficar doente acaba interferindo na vida diária da pessoa. O cérebro "aceita" a sugestão de doença e acaba reagindo, apresentando os sintomas. Mas o mesmo mal pode desaparecer, assim que o paciente entende de que ele não é real (o que é raro, sem a ajuda de um especialista). |
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