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ANO 2000
Empresas garantem a segurança dos elevadores

por BENIRA MAIA
benira@jc.com.br

Todo de branco, você se prepara para entrar no elevador e descer do 12º andar e ir curtir a passagem do ano na Praia de Boa Viagem. Certo? Errado! No meio do caminho, o cidadão poderá enfrentar a interferência do Bug do Milênio e, a contragosto, precisar fazer o percurso até o térreo através da velha, imune e resistente escada.

Os modelos mais modernos de elevador - que o mercado costuma designar como de `última geração' - trazem chips em sua placa. Nada que o usuário possa ver quando entra na cabine, porém visível na casa de máquinas. O processador possibilita, por exemplo, a programação de funcionamento e interrupção do equipamento em determinado dia e hora e a parada específica em alguns pavimentos. Geralmente, são elevadores bastante silenciosos; vão, automaticamente, para o andar mais próximo quando há blecaute; e alguns trazem o nome do edifício nos displays fixados nos pavimentos.

Mas não precisa entrar em pânico desde já, invadir a academia de ginástica mais próxima e ficar malhadíssimo para agüentar a subida dos doze andares pós-farra milenar. As principais empresas que operam na Região Metropolitana do Recife garantem: esses elevadores estão prontos para não falhar devido à chegada do ano 2000.

"Nenhum elevador da Otis será afetado", afirma o engenheiro Maurício Lima, da filial da empresa norte-americana no Brasil. "Todos os elevadores da Atlas já foram concebidos para o Bug do Milênio", assegura o gerente regional do empresa no Nordeste, José Ary Dias. "A Schindler também não usa sistema antigo, onde o processador tinha o campo de data do ano com apenas dois dígitos", diz Hélida Campos, da filial da firma suíça no Recife.

As três empresas garantem a segurança do seu material no Recife, mas também não deixam de tomar providências para evitar problemas. A Otis, desde o ano passado, faz levantamento para identificar aqueles elevadores que trabalham ligados a sistemas de computador - de um terminal, a segurança monitora o funciomento do equipamento. Nesse caso, a Otis cobra da empresa do software a adequação do sistema. No Brasil, foram detectados 35 equipamentos, a maioria em São Paulo.

No Recife, apenas o elevador da Otis que funcionará no novo prédio do Banco Central, na Rua da Aurora, vai trabalhar com esse tipo de comunicação. "O sistema EMS da Otis já está adequado. Mas iremos fazer testes, durante a instalação da sala de inteligência do prédio, para saber se o programa do terminal também está pronto para identificar o ano com quatro dígitos, em vez de dois", afirma o engenheiroAndré Luiz Teodoro.

Já a Schindler distribuiu cartas junto a responsáveis por alguns edifícios homologando a segurança nos equipamentos. "Mas foram poucos os que solicitaram esclarecimentos: menos de dez", conta Hélida Campos.

Com quase três mil elevadores instalados no Recife, a Atlas também enviou correspondência aos clientes. "A preocupação é geral, prinicipalmente junto àqueles prédios que usam elevadores mais modernos", conta Dias, enumerando entre os elevadores com dados microprocessados os instalados nos prédios da Justiça Federal, próximo à Avenida Recife, e do Hotel Atlante Plaza.

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Jornal do Commercio
Recife - 22.09.99
Quarta-feira