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HARDWARE II
Plugue tem modelo brasileiro

Além de distribuir para outros desenvolvedores os plugues fabricados pela Proteq, a Analitec também inclui o produto no seu IGCom, um sistema de automação comercial criado e comercializado pela empresa. "Ele foi desenvolvido em Clipper, mas hoje está sendo atualizado através da linguagem Clarion", diz Ricardo Souto.

Cada plugue virgem custa, em média, R$ 55,00. Em relação ao produto importado, Souto defende a qualidade da peça que vende. "A maior vantagem é o suporte direto com o fabricante", exalta. Ele aponta ainda documentação em português e a tecnologia 100% brasileira. "Temos que valorizar o produto feito aqui. Nossos cientistas são capazes, mas o brasileiro tem mania de preferir o que vem de fora", filosofa.

O coordenador de tecnologia Mário Palheta controla uma rede de 15 máquinas, todas elas equipadas com as chaves de proteção. Ele é funcionário da distribuidora de hardware Netmark, que utiliza o IGCom para administração e gerenciamento interno. "É um meio seguro de evitar o prejuízo das desenvolvedoras", opina. Palheta só encontrou incompatibilidade com os plugues quando trabalhava com a impressora Xerox 4257: "Tivemos que adaptar um driver de outra máquina".

Para Ricardo Souto, as grandes empresas simplesmente não dão atenção aos plugues de segurança. "Diante da atual situação, quando um programa como o Word já está disseminado, é muito mais lucrativo fiscalizar e correr atrás das cópias ilegais do que adicionar o hardlock no pacote", arrisca. "O que se ganha com indenização por pirataria é muito mais do que o retorno da licença". ParaSouto, as pequenas desenvolvedoras não podem correr esse risco. "Eles sobrevivem com 50 cópias piratas no mercado; nós não", sentencia.

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Jornal do Commercio
Recife - 22.09.99
Quarta-feira