![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
CRIME Jornalista holandês é assassinado no Timor DILI - Ao receberem ordens para sair do táxi que os levava depois de o carro ter seus pneus atingidos por disparos, os jornalistas John Swain e Chip Hires pensaram que iriam ser mortos, mas sobreviveram. O colega deles, Sander Thoenes, não teve a mesma sorte. Os dois ataques ilustram os perigos ainda presentes em Timor Leste apesar da chegada das forças internacionais de paz, que foram enviadas para pôr fim às desordens que se seguiram à votação de 30 de agosto pela independência da região. A Federação Internacional de Jornalistas expressou ontem sua indignação com a morte de Thoenes - que acredita-se seja a primeira de um estrangeiro desde que a intervenção teve início na segunda-feira -, classificando-a de uma tentativa grosseira de impedir que jornalistas reportem o que ocorre em Timor Leste. Thoenes, 30 anos, era um cidadão holandês e correspondente do jornal londrino Financial Times, e trabalhava também para outras publicações, como The Cristian Science Monitor. Ele havia visitado Timor Leste várias vezes desde que mudou-se do Casaquistão para Jacarta em 1997. O corpo do jornalista foi encontrado mutilado. Ele apresentava ferimentos em todo o corpo e uma orelha fora decepada. A história de como ele e o correspondente do The New York Times foram salvos por seu tradutor cambojano, Dith Pran, inspirou o filme `Gritos do Silêncio'. Hires, um fotógrafo americano, trabalha para a agência Gamma e está baseado em Paris. Não está claro quem foram os responsáveis pelos dois ataques na noite de anteontem, apesar de os crimes estarem aparentemente ligados ao movimento antiindependência do território. Foi noticiado que os atacantes de Thoenes vestiam uniformes cinzentos da polícia indonésia, enquanto os que assaltaram Swain e Hires tinham uniformes do exército da Indonésia. |
|