![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
O PFL na oposição? O único fato novo sobre a sucessão presidencial de 2002, além da divulgação de duas pesquisas sobre a queda de popularidade do presidente Fernando Henrique, é o crescimento desenfreado do PPS, presidido nacionalmente pelo senador pernambucano Roberto Freire, e do seu pré-candidato a presidência, Ciro Gomes. Em decorrência disto, surgem naturalmente especulações sobre se, em se tornando presidente, o ex-governador do Ceará manteria no governo, para dispor de base no Congresso, o Partido da Frente Liberal, que de 1964 para cá só esteve na oposição durante o governo Itamar Franco após a queda de Collor em 92. Em política, como se sabe, não se costuma recusar apoios. Collor de Mello, em sua campanha para presidente em 1989, mandou proibir que deputados do PFL de Pernambuco subissem em seu palanque, em Garanhuns, porque batia forte no governo Sarney e pretendia se apresentar ao eleitorado como o "candidato das mudanças" e sem nenhum comprometimento com o passado. Mas ao chegar ao governo teve no PFL a sua principal base de sustentação, tendo convidado para o ministério, entre outros, Alceni Guerra, Ricardo Fiúza e Jorge Bornhausen. Ciro, a julgar pelo que declarou na última segunda-feira ao programa "Roda Viva", da TV Cultura, se eleito presidente daqui a três anos não faria aliança com o PFL. Buscaria juntar o centro e a esquerda, pois só com a conjugação dessas duas forças, segundo ele, como já se fez no México, no Chile e na Itália, se poderia enfrentar a crise com alguma chance de sucesso. Quanto ao PFL e o seu principal cacique, Antonio Carlos Magalhães, declarou categoricamente que "um projeto de governo para ser realmente novo tem que começar com o PFL na oposição". É uma promessa de campanha que muita gente que é do ramo pretende ver para acreditar. Perto do poder Indicado pela liderança do PPS, o deputado Pedro Eugênio integra um grupo de parlamentares que toma o café da manhã, hoje, com o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, a fim de trocar idéias sobre a sua reformulação. Semana passada, durante uma audiência conjunta das Comissões de Finanças e Economia, Eugênio questionou Fraga sobre o esvaziamento das delegacias regionais. Só em 2000 Apesar das pressões de FHC, o projeto de reforma tributária do governo que está em tramitação na Câmara não tem a menor chance de ser aprovado até dezembro. A previsão é o presidente Michel Temer com base numa conta matemática: o relator Mussa Demes (PFL-PI) sequer apresentou o seu parecer na comissão especial. Depois, serão precisos 3/5 dos votos da Câmara e do Senado em dois turnos. O otimista Marco Maciel crê firmemente que até o final do mês de dezembro a economia voltará a crescer, fazendo com que o presidente Fernando Henrique Cardoso recupere a sua popularidade. Como, segundo todas as pesquisas, o presidente da República começou a perder prestígio em fevereiro, e de lá para cá nunca mais se recuperou, conclui-se: o vice-presidente é um otimista nato. Comandante interino da economia Em virtude da viagem de Pedro Malan e de seus principais assessores, ontem, para Washington, o pernambucano Everardo Maciel responderá pelo Ministério da Fazenda até a próxima quinta-feira (dia 30). O jogo de apostas na política Do secretário-geral da Presidência, Aloysio Nunes Ferreira, sobre o grande número de adesões ao PPS de Roberto Freire: "Não é só o mercado financeiro que faz suas apostas; o mercado político também faz". Código civil A convite do deputado e ex-governador do Maranhão, João Castelo (PSDB-MA), presidente da comissão especial da reforma do Código Civil, os desembargadores pernambucanos Jones Figueiredo e Macedo Malta viajaram para Brasília a fim de apresentar uma série de sugestões. O projeto do novo Código está no Congresso desde 1975 e o relator é Ricardo Fiúza (PFL). Veto compulsório Muitas Câmaras de Vereadores do interior continuam cometendo abuso com o dinheiro do contribuinte. A de Vitória de Santo Antão, presidida por Severino Francisco de Arruda (PTB), pretende incluir na LDO do próximo ano 19,8% da receita do município para os 16 vereadores. Se o prefeito Carlos Breckenfeld (PFL) tiver juízo, essa proposição será vetada. Se o prestígio do deputado Augusto César (PSDB) no governo já era pouco, deve ter caído ainda mais depois de suas declarações sobre como o Palácio deve comportar-se nas eleições de Serra Talhada. Garantem amigos do ex-deputado José Ramos (PFL) que ele goza de boa saúde e que não se submeteu, conforme foi dito nesta coluna, a nenhuma cirurgia no coração. Muito pelo contrário, já caiu em campo para tentar retomar no próximo ano a prefeitura de Araripina. O prefeito do Cabo, Elias Gomes (PPS), recebeu convite da Câmara Municipal de Caruaru para falar sobre o programa de maior sucesso em sua administração: "segurança interativa". Sem ter mais a quem recorrer, o presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco, Ricardo Paiva, enviou uma carta à Anistia Internacional pedindo que ela mande investigar as condições de saúde da população carcerária do Estado. O ministro Marcos Vilaça (TCU) está empenhado no resgate da memória de Pernambuco. Revisa uma coletânea de discursos do ex-deputado Joaquim Coutinho, os quais serão publicados em forma de livro pela Câmara Federal. |
|