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Bovespa descola de Nova York e sobe 0,72% Os investidores movimentaram o pregão da Bovespa ontem animados com a perspectiva de retomada da política de redução do juro básico, sem se deixar influenciar demasiadamente pela desvalorização das ações no mercado de Nova York. A Bolsa de São Paulo sustentou uma alta de 0,72%, amparada também por uma expansão de 32% no volume financeiro, para R$ 600,592 milhões. O mercado doméstico de ações andou descolado do de Nova York, principalmente na parte da tarde. O índice Dow Jones, da Bolsa nova-iorquina, fechou com perda de 74,4 pontos ou 0,70%. O índice Nasdaq, que reflete a variação das ações de empresas do setor de alta tecnologia, recuou mais, 1,31%. A impressão que o mercado de ações passa é que, no momento, o investidor doméstico está olhando menos o cenário internacional e avaliando com mais atenção o quadro interno, sobretudo o econômico, que dá sinais de melhora. O superávit primário recorde obtido nas contas públicas no primeiro semestre, superior à meta negociada com o FMI, mudou o humor dos investidores, que se animaram também com a idéia de que, desta vez, o Banco Central reduziria o juro básico da economia, de 19,5%. Entre outras coisas, o mercado torce pelo corte na taxa básica para que o juro mais baixo reative a economia, pelo aumento de produção e consumo. Outro ponto é que o juro básico é referência da taxa Selic do overnight e, como tal, o juro que o Governo Federal paga para financiar o rombo do déficit público. Quanto mais baixo o juro, portanto, menor é o impacto sobre a dívida pública. Os destaques do pregão foram as ações das empresas do setor elétrico, que ocuparam quatro posições entre as cinco maiores altas do IBovespa. A maior alta foi a de Light ON, com avanço de 7,9%, por conta ainda dos rumores, já desmentidos, de que a empresa vai recomprar seus papéis. Petrobrás BR PN foi a segunda maior alta, com avanço de 5,5%, estimulada pela descoberta de campo petrolífero gigante na bacia de Santos. Em três pregões da semana, a Bovespa acumula valorização de 2,13%, que sobe para 9,15% no mês, até o momento. Com juro estável, o CDB prefixado de 30 dias pagou ontem rendimento máximo de 18,90% ao ano, ou 1,45% bruto e 1,16% líquido ao mês. Ouro Fechamento: R$ 16,10 O ouro movimentado na BM&F fechou o pregão cotado por R$ 16,10, com valorização de 1,26%. O volume negociado foi de 115 kg. No mercado de Nova York, na Comex, a onça-troy foi cotada por US$ 264,10 nos contratos para liquidação neste mês. Dólár O movimento de alta dos preços teve continuidade no câmbio comercial e se estendeu também ao paralelo. O dólar no câmbio negro foi cotado por R$ 1,937 para compra e R$ 1,980 para venda, com valorização de 0,51%. A variação do dólar paralelo em três dias da semana é nula e é negativa em 0,15% no mês. O dólar comercial valorizou-se 0,16%, comprado por R$ 1,889 e vendido por R$ 1,891, e acumula alta de 0,64% na semana e baixa de 1,46% no mês. Bolsas As cinco maiores altas, entre as 47 ações do IBovespa, foram Light ON, 7,9%; Petrobrás BR PN, 5,5%; Cemig PN, 4,7%; Eletropaulo PN, 4,4%; e Cemig ON, 4,3%. As maiores baixas, Aracruz PNB, 2,7%; Banco do Brasil PN, 2,5%; Itaúsa PN, 2%; Telesp ON e White Martins ON, 1,2%. |
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