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BRIGA POLÍTICA Denúncias de Campos são apuradas O Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público Estadual iniciaram ontem, paralelamente, as investigações sobre as denúncias apresentadas pelo deputado federal Eduardo Campos (PSB) - na semana passada - contra o Governo do Estado, envolvendo a empresa Nordeste Segurança de Valores. Os auditores Rostand de Souza Lira, Leonardo Pinheiro e Marília Ivo Neves, do TCE, se reuniram para analisar os processos e traçar um cronograma de trabalho. Enquanto isso, as promotoras Patrícia Tavares e Lucila Varejão, do Ministério Público, enviam ainda esta semana para a Policia Federal a fita cassete - entregue por Eduardo Campos - para ser degravada. A fita mostra supostos atos ilícitos que teriam sido praticados no ano passado pela Nordeste, para ajudar na campanha do então candidato a governador, Jarbas Vasconcelos (PMDB). O conselheiro Adalberto Farias, vice-presidente do TCE e relator sorteado dos processos, afirmou que a comissão não tem prazo para concluir o seu trabalho. Uma vez que, além de consultar todos os documentos apresentados, os auditores devem ouvir os envolvidos para obter mais informações. Só depois disso, o parecer será encaminhado ao relator, que o levará ao pleno do Tribunal. Inicialmente seriam criadas duas comissões, mas como os assuntos são correlatos, o TCE optou por formalizar apenas uma comissão. Na primeira denúncia, Eduardo Campos acusa o governador Jarbas Vasconcelos de praticar "improbidade administrativa", ao favorecer a Nordeste, cujo dono - Paulo Sérgio Macedo - é seu amigo pessoal. Na segunda, o deputado federal aponta mais uma irregularidade ao afirmar que a mesma prestadora de serviço foi contratada sem licitação, e pelo preço mais alto do que o apresentado pelos concorrentes, para atuar em órgãos do governo. CONTRATOS - No Ministério Público, Eduardo Campos protocolou os documentos das denúncias e uma fita cassete. A fita reproduz um diálogo entre Paulo Sérgio e Gilberto - que trabalha numa empresa de táxi aéreo - que conversam sobre a possibilidade de se contratar um avião para a campanha eleitoral do ano passado. Segundo Campos, na fita há indícios, inclusive, que seriam formalizados dois contratos: um oficial e outro de gaveta. As promotoras Patrícia Tavares e Lucila Varejão irão remeter a fita para a Polícia Federal, porque a questão envolve Justiça Eleitoral. Elas também solicitaram mais documentos à Secretaria de Educação e ao Tribunal de Contas. |
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