LG_jc.gif (3670 bytes)


MODA
Alta costura de olho nos clientes

PARIS - Terminaram as encenações espetaculares e os modelos extravagantes criados unicamente para as fotos: os estilistas parisienses que acabam de apresentar suas coleções de alta costura privamera-verão 99 dão mostras de realismo e pensam em sua clientela. Este novo pragmatismo é ilustrado pelas silhuetas mais formais que desfilaram durante cinco dias nas passarelas, e pelas gamas de cores suaves e discretas. Os bordados, gala da alta costura, se fundem com discrição nos tecidos. Única concessão: as penas de avestruz ou de faisão.

A época é dura para as top-models. Cada vez mais anônimas, deixam o papel principal aos vestidos. Naomi Campbell e Kate Moss fizeram somente fugazes aparições, e Laetitia Casta teve um momento de glória ao interpretar a noiva ataviada de rosas e seminua de Yves Saint-Laurent. John Galliano voltou às apresentações quase íntimas. Deixando de lado seu talento para o vestuário histórico, o estilista britânico colocou toda a atenção em seus clientes para propor-lhes os magníficos terninhos, que serão um êxito de vendas.

Jean-Paul Gaultier demonstrou que é digno herdeiro de Saint-Laurent, de quem tem o mesmo sentido da elegância e a quem prestou homenagem com sua interpretação do clássico smoking. Outro momento de poesia foi a coleção de Christian Lacroix: silhuetas graciosas, tecidos preciosamente trabalhados e harmonias de cores pálidas ou fulgurantes.

Houve certamente os desfiles-shows, como o de Thierry Mugler e suas suntuosas criaturas belas com vestidos que se ajustam ao corpo como uma segunda pele.



Jornal do Commercio
Recife - 24.01.99