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UNIVERSIDADE IV Universidades oferecem vagas só para carentes A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) dispõe de duas casas para residência de alunos do interior, uma masculina e outra feminina. A masculina abriga 192 rapazes e a feminina, 80 mulheres. Para conseguir uma vaga, é preciso provar que a renda por membro da família não ultrapassa dois salários mínimos. "Desta forma, garantimos que quem está nas casas são alunos realmente carentes", ressalta a diretora do Departamento de Assuntos Estudantis (DAE), Eliane Da Fonte. A ordem de prioridades para ocupar as vagas é a seguinte: não ter graduação e ter um bom desempenho acadêmico (quem já está na faculdade). As inscrições para novos residentes da UFPE serão feitas de 8 de fevereiro a 26 de março. Durante esse período, os estudantes passam por entrevistas com assistentes sociais. O resultado da seleção deve ser divulgado dia 27 de abril. O número de vagas vai depender da saída dos alunos. "A maioria só sai quando conclui o curso ou quando encontra outro lugar para morar". Outro motivo de saída de estudantes da casa feminina é quando engravidam. Ao conseguir uma vaga, o jovem passa a receber uma bolsa de manutenção acadêmica, que hoje equivale a R$ 162,00. Em contrapartida, ele precisa cumprir 12 horas semanais de atividades dentro de qualquer órgão da UFPE. É preciso também ter um desempenho acadêmico razoável, não trancar o semestre e não ser reprovado por faltas. Para estimular o desempenho dos estudantes, a UFPE criou o Prêmio Don Mazza, a partir de um convênio com o Colégio Universitário Don Mazza de Padova, na Itália. Os dois alunos que tiverem as melhores médias por ano de cada casa ganham uma viagem de 40 dias a Itália, com estadia, alimentação e ajuda de custo. A Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) mantém quatro casas para estudantes. Três masculinas (112 vagas) e uma feminina (22 vagas). Os critérios para entrar nas casas universitárias da Rural são diferentes dos adotados pela UFPE. O candidato passa por uma entrevista com uma psicóloga para saber se não tem problemas de viver em coletividade. Depois, é analisado o histórico escolar. Como os calouros ainda não têm notas, eles recebem média dez neste quesito. A avaliação passa pela distância da cidade de origem do candidato. Os estudantes que moram mais longe, têm prioridade. Em último caso, é avaliada a renda familiar. "Deixamos a renda por último por acreditarmos que o estudante que se candidata a uma vaga nas casas universitárias é realmente carente", justifica o diretor da Divisão de Atividades Sócio-econômicas, Ricardo Rego. |
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