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RISCO II Nesta safra, fogo já provocou 17 quedas de energia Durante esta safra de cana-de-açúcar, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) já enfrentou 17 desligamentos de circuitos elétricos por causa do aumento da temperatura na rede de transmissão. O gerente regional da área leste da companhia, Frederico Guedes, informa que em todos os casos o calor na rede foi provocado pela queima da cana-de-açúcar. Na sexta-feira (15), entretanto, a falta de energia no Grande Recife não foi conseqüência de queimada, mas de problemas com a manutenção da rede na subestação de Angelim, no Agreste. Para resolver o problema, a Chesf realiza um programa de erradicação de canaviais sob as linhas de transmissão de 500 quilovolts. Frederico Guedes diz que outra opção seria o corte da cana crua, "mas o aumento dos custos impede que o corte seja realizado assim por muitos produtores rurais". Apenas uma usina, a Cruangi, em Timbaúba, colhe a cana crua. "Este 90% da colheita foram dessa forma", diz o diretor da Cruangi, José Guilherme Queiroz. Segundo ele, a cana crua representa um aumento superior a 30% nos custos. "Em compensação, o solo fica melhor para a próxima safra", diz. ERRADICAÇÃO - A erradicação de canaviais promovida pela Chesf consiste na indenização de produtores rurais. "Pagamos o preço equivalente a uma colheita e mais duas safras e o proprietário da terra se compromete a não plantar mais cana no local", explica Frederico Guedes. O programa começou em 1988, depois de terem sido registrados 90 desligamentos na safra de 1987/1988. De acordo com a Chesf, existem sob as linhas de transmissão 1.043 hectares de canaviais, dos quais 853 já foram indenizados. |
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