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CRISE DO REAL AONDE VAMOS PARAR ? por JAMILDO MELO A desvalorização forçada do real, adotada de forma atabalhoada, há duas semanas, abriu um amplo debate sobre o futuro do plano real. As críticas à condução da economia já não soam como agressões gratuítas dos fracassomaníacos ou ataques de oposicionistas, apesar do presidente FHC continuar insistindo - mais do que nunca- que o Brasil tem rumo. O Jornal do Commercio oferece aos seus leitores a visão de cientistas políticos e economistas sobre os desdobramentos da queda do real, em cinco artigos escritos para o jornal Folha de São Paulo e publicados com exclusividade no Estado por este jornal. O mais renomado deles, o economista Celso Furtado, por exemplo, afirma que o Brasil tem dois caminhos hoje. Se o País admitir uma recessão prolongada, imposta pelo FMI, vai acabar tendo que aceitar a dolarização da economia. A outra saída seria pedir moratória e evitar abdicar da responsabilidade de governar-se. O cientista político José Luís Fiori, da USP, em outro artigo dos mais eloqüêntes, alerta que a dolarização da economia impõe perda do comando do sistema monetário e diz que o perigo da adesão ao sistema de paridade com o dólar - conhecido como Currency Board - é o risco de só se voltar a crescer em um novo período de abundância de capitais internacionais. Ou seja: há a concordância de que a manutenção do atual modelo é incompatível com altas taxas de crescimento. |
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