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SAÚDE
Nova técnica diminui os riscos de infecção

Agência Globo

No início dos anos 90, a cirurgia de videolaparoscopia revolucionou a medicina, ao tornar minimamente invasivas as cirurgias abdominais para retirada de vesícula, tratar apendicite aguda, hérnias de hiato e inguinais. Agora médicos do Minimally Invasive Surgical Center desenvolveram a minivideolaparoscopia, que diminui ainda mais o tamanho dos cortes no abdômen e pode ser indicada para pacientes obesos.

Na minivideolaparoscopia o cirurgião também usa um equipamento óptico-luminoso acoplado a um sistema de televisão. Ela tem as mesmas vantagens da laparoscopia, ou seja, menor período de internação e risco de infecção. Mas os instrumentos utilizados na nova técnica têm apenas de 2mm a 3mm de espessura e o paciente pode receber alta num período de até seis horas.

"A minivideolaparoscopia é recomendada inclusive em cirurgias de emergência, para tratar crises de vesícula, hérnia ou apêndice. E a operação pode ser realizada no verão porque não deixa marcas. Os orifícios, por onde passam o equipamento óptico-luminoso e os instrumentos para corte do órgãos, são microscópicos e a dor no pós-operatório é mínima", explica o cirurgião-geral Luiz Felipe Osório, que está operando com a técnica no Rio de Janeiro.

Ele acrescenta que este procedimento é eficaz em pacientes obesos. "Nas operações laparoscópicas é preciso inflar o abdômen para realizar os cortes e os pacientes obesos têm muito tecido na região abdominal. A minivideolaparoscopia facilita este procedimento", garante Osório.

Antes, na cirurgia convencional de abdômen, era necessário fazer um corte de 25cm a 30 cm. Atualmente o cirurgião pode passar apenas uma cola para fechar os orifícios, sem necessidade de dar pontos.

Os médicos afirmam que a videolaparoscopia pode ser usada para praticamente todas as cirurgias de abdômen. Além de vesícula e hérnias, ela é eficaz para tratar tumores, úlceras, doenças do intestino grosso e delgado; do fígado e do baço.

O procedimento também pode ser aplicado, com sucesso, para cirurgias de útero (histerectomia), trompas (desobstrução e retirada, etc), ovário (cistos e tumores) e endometriose.

"A minivideolaparoscopia exige um maior treinamento do cirurgião, devido ao tamanho dos equipamentos. Mas o esforço compensa. O paciente não sofre com o desconforto e as marcas da cirurgia convencional", garante o cirurgião Luiz Felipe Osório.

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Jornal do Commercio
Recife - 24.01.99