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PROMESSAS Crianças palestinas esperam pelo pai por NIDAL AL-MUGHRABI GAZA - A garota palestina Nihad Zaqout levou às lágrimas no mês passado o presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, quando contou-lhe o sofrimento de seu pai numa prisão israelense. Mas Zaqout, de 11 anos, diz que perdeu a esperança depois que o presidente falhou em ganhar a liberdade de seu pai a tempo para o festival muçulmano de Eid al-Fitr, que acontece nesta semana. Zaqout disse que ela permaneceu acordada durante a noite esperando que seu pai batesse na porta de sua casa no campo de refugiados Jabalya, que fica na Faixa de Gaza. "O presidente americano quebrou sua promessa de assegurar a libertação do meu pai antes de Eid al-Fitr", ela disse no domingo, véspera do festival que marca o fim do Ramadan, mês de jejum dos muçulmanos. Durante uma rápida visita à Faixa de Gaza no dia 14 de dezembro, Clinton disse a Zaqout e a outras três garotas palestinas que ele levaria o caso delas para ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Testemunhas disseram que as quatro garotas chorosas trouxeram lágrimas aos olhos do líder norte-americano. Zaqout disse que seu pai, Mohammad, está cumprindo prisão perpétua por esfaquear e ferir israelenses na cidade de Tel Aviv em 1988. Israel se recusa a libertar militantes muçulmanos ou quaisquer prisioneiros que eles digam ter sangue nas mãos. "Direi a meu pai para não colocar esperanças em ninguém além de Deus. Nem Clinton nem ninguém irá nos ajudar a libertar nossos parentes", disse Zaqout quando perguntada sobre o que diria a seu pai durante a visita que fará à prisão semana que vem. Netanyahu libertou 250 prisioneiros em novembro - os primeiros de 750 prisioneiros que devem ser soltos em três levas sob um acordo de paz mediado por Clinton que Netanyahu assinou com o presidente palestino Yasser Arafat na Casa Branca em outubro. A Inclusão de Israel de 150 criminosos comuns desagradou os palestinos, que esperavam que todos os 250 libertados fossem prisioneiros detidos por ofensas nacionalistas. Durante o início do Eid al-Fitr em Gaza na segunda-feira, Arafat disse: "Para meus irmãos prisioneiros eu digo, 'Paciência e confiança em Deus, logo estaremos juntos para rezar na mesquita al-Aqsa, em Jerusalém'". Os israelenses ficaram tão desapontados com Clinton quanto Zaqout - mas por outro motivo. Oficiais israelenses manifestaram choque quando Clinton, em sua visita de dezembro, disse que ficou emocionado tanto pelos filhos de prisioneiros quanto por israelenses mortos por palestinos. Os israelenses disseram que Clinton comparou erroneamente os assassinos com os assassinados. Outras crianças de palestinos de Gaza em prisões israelenses e palestinas tiveram pouca alegria no começo do Eid Al-Fitr. "Meu irmão trouxe roupas novas para mim, mas não estarei feliz com elas porque preciso de meu pai de volta em casa", disse Jihad, irmão de dez anos de Zaqout. Fátima al-Khawaja, de 70 anos, cujo filho Yasser, um ativista da Jihad Islâmica, está cumprindo prisão perpétua num presídio israelense por esfaquear e ferir cinco soldados na Cidade de Gaza em 1987, disse que ele chegou a achar que seria libertado como resultado de acordos de paz com Israel. "Perdemos a fé de que os árabes e judeus consigam obter a libertação de nossos filhos", ela disse. "Nosso Eid está adiado até que Yasser seja solto". A libertação de prisioneiros das cadeias israelenses é importante para Arafat em seus esforços para ganhar o apoio dos palestinos para os acordos de paz com Israel. Oficiais palestinos disseram que cerca de 2.400 prisioneiros ainda são mantidos por Israel. |
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