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ASSEMBLÉIA Semana decisiva na briga pela mesa diretora por ANA LÚCIA ANDRADE O período extraordinário na Assembléia Legislativa terminou, mas nenhum deputado vai estender o paletó e descansar. Essa é a semana decisiva nas negociações para a composição da mesa diretora do biênio 99/2000, a maior representação de uma casa legislativa. Os sete novos dirigentes serão confirmados na próxima segunda-feira (01), quando toma posse a nova Assembléia. Pelo andamento das negociações, ainda há muito interesse em jogo nessa semana de contagem regressiva. O respeito ao princípio da proporcionalidade - a composição da mesa de acordo a representação dos partidos - alimenta a discussão. Mas nos bastidores, o que existe é um esforço concentrado, do Governo e da oposição, para decidir os nomes sem necessidade de bate-chapa. "O princípio da proporcionalidade não é condição para definir que cargo cada partido irá ocupar na mesa. Ele apenas determina quais os partidos que estarão representados. A escolha dos nomes vem de uma discussão entre os deputados", esclarece o veterano Romário Dias (PFL). Se o critério da representação se limita a garantir apenas os partidos que terão assento na mesa, o bolo será dividido assim: PFL e PSB com dois cargos cada um; PMDB, PSDB e PPB com um cargo cada. Mas isso já é consenso, o problema é quem vai ficar com o que. O PFL deve abocanhar os dois mais importantes: a presidência e a 1ª Secretaria (veja quadro). Mas como tudo tem um preço, terá a árdua tarefa de convencer o deputado Geraldo Coelho a desistir do seu firme propósito de ser presidente. É que o também pefelista José Marcos Lima, candidatíssimo à presidência, conta com o apoio da esmagadora maioria dos deputados, inclusive dos da oposição. Há quem reconheça "justos" os motivos dele para reivindicar o cargo. "Ele é um deputado muito enquadrado no partido. Se sentir que o melhor nome é o de José Marcos, ele sai", arrisca um pefelista. A esperança é que na reunião que o PFL realizará essa semana, Coelho tenha "essa sensibilidade". Geraldo Coelho foi o primeiro a anunciar, abertamente, que disputa a presidência da Assembléia. O pefelista está em campanha desde a retomada dos trabalhos, na convocação extraordinária feita pelo então governador Miguel Arraes (PSB) em dezembro. Ele já procurou apoio não apenas dos colegas, como dos que estão chegando na Assembléia. José Marcos Lima é mais discreto, mas também corre atrás da presidência há algum tempo. E conta com a dedicação de um importante cabo eleitoral, o deputado federal Inocêncio Oliveira (PFL), que não economiza telefonemas aos colegas para pedir apoio ao seu nome. A disputa pela 1ª Secretaria também está tumultuada. O PSB do ex-governador Miguel Arraes - o segundo partido com maior representação no parlamento - está decidido a brigar pelo cargo (veja matéria vinculada). Mas o PFL afirma que essa chiadeira dos socialistas não passa de "fogo de palha". "O PSB não quer bater chapa. O partido está enfraquecido, e deverá ficar ainda mais com as saídas que estão previstas. Nesses dois anos (99/2000), vai procurar se reestruturar, porque vêm aí as eleições municipais e da mesa diretora", argumenta um pefelista. |
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