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ABASTECIMENTO II
Compesa diz que conjunto fica em uma área onde é difícil chegar água

O gerente regional da Compesa, Daniel Genuíno, admitiu que o abastecimento no Conjunto Jardim Petrópolis é precário porque ele foi construído em uma área alta, onde é difícil fazer a água chegar. O esquema de racionamento prevê cinco horas com água e quatro dias sem nada. Mas ele prometeu estudar alternativas para melhorar o atendimento aos moradores do bairro. "O condomínio fica no final do distrito 8-A, que é uma região de morros onde existe uma certa dificuldade para que o produto chegue", explicou.

Como apenas cinco dos 16 blocos estão se queixando da falta de água, ele acredita que se trata de um "problema localizado". O diretor garantiu que uma equipe técnica da Compesa vai rastrear toda tubulação que serve ao conjunto residencial para tentar identificar a causa do problema. Ainda hoje, será instalado um medidor de pressão na rede para conferir o período que a água está chegando. "Nossas equipes vão trabalhar, amanhã (hoje), no local para descobrir o que está acontecendo. Tudo leva a crer que é um problema isolado dos cinco blocos", opinou.

Daniel Genuíno disse ainda que uma das alternativas para melhorar o abastecimento do conjunto é utilizar água da Estação Elevatória de Macacos, localizada por trás da Universidade Federal Rural de Pernambuco, em Dois Irmãos. "Vamos fazer uma manobra para tentar aumentar a pressão da água que vai para o Conjunto Jardim Petrópolis", disse.

A assessoria de Imprensa da Compesa informou que o representante da empresa que deveria ter ido à audiência no Juizado de Relações de Consumo, dia 12, é o diretor Fábio Lins. De acordo com a assessoria, ele foi ao local, mas chegou atrasado porque estava verificando alguns problemas causados à rede de abastecimento pelas chuvas que caíram na madrugada daquele dia.

PROMESSAS VAZIAS - As explicações da Compesa não foram suficientes para acalmar os ânimos dos moradores do Conjunto Jardim Petrópolis. Eles disseram que as promessas dos diretores já não são mais novidade e vão brigar até o fim para receber o que gastaram com carros-pipa. "Achamos que temos direito porque nem o racionamento está sendo respeitado. É difícil acreditar que vão fazer alguma coisa agora porque estamos tentando isso há três meses", comentou o psicólogo Alexandre Magno. (P.T)

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Jornal do Commercio
Recife - 24.03.99
Quarta-feira