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INFÂNCIA Apenas dois menores aceitam deixar as ruas Nas primeiras 24 horas da busca ativa promovida pelo Programa Estadual de Proteção à Criança e ao Adolescente, pouco mais de 15 crianças foram abordadas pelos educadores da Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac), sendo que somente duas se convenceram a seguir para os Conselhos Tutelares das suas comunidades. Ontem, a operação teve continuidade, contando agora com a participação de policiais militares à paisana. Esse reforço visa ampliar o combate aos aliciadores e fornecedores de drogas aos menores, além do consumo de cola de sapateiro. De acordo com a Roberta Freyre Magalhães, chefe da Coordenadoria de Assistência Social dos Direitos da Criança e do Adolescente (CASD), os resultados do esforço estão sendo satisfatórios, já que os educadores não obrigam os menores a seguir para os Conselhos Tutelares. "Esse é essencialmente um trabalho de convencimento. O menor não é obrigado a sair da rua, a não ser que queira", observou. O secretário estadual de Justiça, Humberto Vieira de Melo, fez uma avaliação positiva do início da operação. Ele afirmou que já haveria menos menores pelas ruas. Ao todo 21 educadores da Fundac participam da ação, organizada pela Coordenadoria de Assistência Social dos Direitos da Criança e do Adolescente (CASD). Eles são divididos em oito grupos e realizam duas atividades diferentes. A primeira, que conta com 11 educadores em cinco grupos, faz um rastreamento da cidade identificando as áreas onde existe grande concentração de menores. A outra atividade consiste na abordagem direta para convencer as crianças e adolescentes a deixar as ruas. Dez educadores efetuam esse trabalho, nas zonas norte, sul e central do Recife. VOLTA PARA CASA - Um dos menores que aceitaram sair das ruas foi J.L.S., 12 anos, que foi encaminhado ao Conselho Tutelar da Região Político-administrativa (RPA) 3, no bairro de Beberibe. Recebido anteontem, ele foi levado para casa no mesmo dia. "O garoto foi devolvido mediante a assinatura de um termo de responsabilidade pela sua avó, responsável por ele", afirmou Josemar Gomes, secretário do conselho. A responsável foi também notificada e convocada para participar de uma reunião com os conselheiros tutelares. Nesse encontro, a avó de J.L.S. será entrevistada e o caso do garoto deverá ser discutido e aprofundado. "Isso vai servir para determinar que encaminhamentos serão tomados". |
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