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INFÂNCIA III Crianças do Bolsa-Escola continuam pedindo esmola Além das ações do Programa Estadual de Proteção à Criança e ao Adolescente, uma outra tentativa de tirar os menores das ruas da cidade é o Programa Bolsa-Escola, da Prefeitura da Cidade do Recife (PCR), em vigor desde o mês de setembro de 1997. Apesar de, segundo a PCR, beneficiar atualmente 1.250 crianças e adolescentes de 765 famílias, muitos dos menores cadastrados ainda continuam pedindo esmolas ou trabalhando pelas ruas. Uma dona de casa, que preferiu não se identificar para não perder o direito ao programa, afirmou que um dos seus dois filhos inscritos continua freqüentando as ruas para tentar "arranjar seus trocados". "Esse dinheiro da bolsa-escola não dá para quase nada, pois eu e meu marido estamos desempregados e essa é a única renda da casa. Quando não tem mais nada para comer, meus filhos mesmo tomam a iniciativa de sair para arrumar alguma coisa", contou. A dona de casa Severina Maria da Conceição Filha, 29, mãe de cinco crianças, também reclama da pouca quantidade de dinheiro, pois apesar de ter três dos seus filhos cadastrados, recebe somente R$ 130,00. "A gente poderia receber pelo menos um pouco mais, pois precisamos de gastar mais dinheiro para manter as crianças, já que elas estão em fase de crescimento", lembrou. Severina Maria, entretanto, mostrou um ponto positivo no programa. "Meu filho mais velho deixou de ser engraxate e pôde voltar a estudar", destacou. Atualmente, o programa está em vigor somente nos bairros da Região Político-Administrativa (RPA) 1, compreendendo Boa Vista, Cabanga, Coelhos, Coque, Ilha do Leite, Santo Amaro e Bairro do Recife, região onde existem 11 escolas municipais. Podem se inscrever no programa menores dos sete aos 14 anos de idade. Famílias com apenas um filho cadastrado, recebem R$ 65,00 por mês. A partir de dois filhos por família, o valor mensal é de R$ 130,00. |
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