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URBANISMO PCR sem planos para Terminal de Santa Rita Demolido há três anos para ser reconstruído em 120 dias, o Terminal de Passageiros do Cais de Santa Rita não vai sair do papel. Pelo menos se depender da Prefeitura do Recife, que havia assumido o compromisso de arcar com R$ 250 mil dos R$ 400 mil previstos para a obra. "Eu sou totalmente contra a construção de um terminal no centro da cidade e se o local ficou até hoje sem isso é porque ele não é necessário", diz a secretária de Planejamento do município, Celecina Pontual. Apesar de se opor à construção do Terminal de Passageiros no Cais de Santa Rita, Celecina admite não ter nenhum projeto para revitalizar a área, cujas condições de limpeza e higiene são críticas, até pela própria falta de infra-estrutura local. O presidente da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), Carlos Collier, afirma que irá dialogar com a secretária sobre o assunto. "Não tenho certeza se o terminal é necessário, mas alguma coisa precisa ser feita na área. Ela não pode é ficar como está". Do lado onde existia o terminal espalham-se 66 barracas, a maioria bastante desgastada, que vendem alimentos e bebidas em condições precárias. Do outro lado fica o Shopping Popular, totalmente descaracterizado de seu projeto inicial. As barracas do shopping estão enferrujadas, os telhados - bem planejados arquitetonicamente - são escondidos por lonas e os únicos pontos com algum movimento são os bares. "Às vezes a gente leva um mês para vender uma rede. Talvez se houvesse o terminal as coisas melhorassem", lamenta o comerciante Abílio Vieira. A PCR acredita no contrário: se for construído o terminal, não haverá interação dos passageiros com o shopping. Para os usuários das 60 linhas de ônibus que fazem ponto de retorno no cais, a situação também não é boa. Os abrigos são pequenos, não há bancos de espera mesmo nas linhas mais demoradas e, como as paradas foram espalhadas ao longo do cais, muitos têm que andar bastante até chegar no seu ponto. "Para quem mora distante, chegar aqui já é uma maratona", diz Lúcia Lima, moradora do Cabo de Santo Agostinho. Detalhe: num trecho do calçadão, o passageiro é obrigado a descer para a pista do ônibus, pois não há calçada. O antigo terminal foi demolido no dia 16 de março de 1996. Um acordo feito entre a EMTU e a prefeitura previa a construção de um outro terminal, com paradas lineares, plataforma no mesmo nível dos ônibus e arquitetura semelhante a do Shopping Popular. As barracas comerciais seriam padronizadas. A obra tinha prazo de 120 dias, mas foi engavetada. |
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